terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Prefeitura de Tibau abre edital à Comunicação

Para os colegas que possuem Pessoa Jurídica constituída (agências de publicidade ou de assessoria de imprensa), a Prefeitura de Tibau lançou edital à licitação relacionada à Comunicação. Por meio de Pregão Presencial, o Executivo tibauense vai contratar empresa especializada em Assessoria de Imprensa, Comunicação e Relações Públicas.

O edital será aberto no dia 5 de janeiro, às 9h, na Prefeitura, que se localiza à rua da Jangada, 10, Centro de Tibau.

Os interessados devem ir na Prefeitura ou ligar para o número (84) 3326-2228.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

‘Não tenho problemas com Larissa, Sandra, Fafá ou Rosalba’

Embora tenha dito que está “cansado de eleições”, já que participou diretamente de três consecutivas, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) evidenciou, nesta entrevista, que está aberto para conversas futuras com duas lideranças específicas da cidade: a governadora Rosalba Ciarlini (anda no DEM) e a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB). Embora ele tenha dito que não tem problemas pessoais ou rixa com o grupo liderado pela deputada federal Sandra Rosado (PSB). Nesta entrevista, Silveira fala sobre esse aspecto da política e voltada para 2016, mas o foco é 2015. O prefeito discorre sobre encontro que teve com o governador eleito Robinson Faria, quando eles discutiram prováveis indicações de Silveira à administração estadual. Com relação aos projetos para o próximo ano, o prefeito de Mossoró lista a construção do shopping popular, hospital municipal e a questão da mobilidade urbana. No começo da entrevista, Silveira rebate discurso feito pelo vereador Tomaz Neto, de que ele teria deixado dívida superior a R$ 1 milhão quando foi presidente da Câmara Municipal e com relação à previdência. Acompanhe abaixo:

JORNAL DE FATO – O senhor se encontrou recentemente com o governador eleito Robinson Faria e especulou-se que a reunião seria para definir indicações suas à equipe dele. Saiu alguma definição?
FRANCISCO JOSÉ JR. – Tivemos reunião em Natal e ele me chamou. Almoçamos juntos e ele perguntou a mim o que eu estava pensando do Governo. Eu disse que ajudei na campanha pela amizade, confiança, pelo meu partido e pela sua capacidade, e que estava ali como amigo e como parceiro para ajudar o seu governo. Falei da importância da interação do nosso governo com o dele. Disse que ele ficasse à vontade e não exigia nenhuma secretaria específica. Disse a ele que eu teria nomes para qualquer secretaria. Se ele quiser alguém na área do meio ambiente, temos pessoas com doutorado em meio ambiente, engenheiro, professor universitário. Toda área que ele quisesse, eu teria. Agora, eu iria indicar um nome técnico. Até porque o governador disse, nos seus discursos, que no seu governo não teria fichas sujas e que fosse técnico. Então, eu o deixei à vontade, e se ele precisasse, eu indicaria. Ele ficou de me dizer isso no sábado (hoje), quando viesse para a festa de Santa Luzia. Dizer quais ou qual nome seria, qual pasta seria, para a gente indicar. Estamos aqui para ajudar ao governo.

CASO o senhor faça as indicações, precisaria fazer uma readequação administrativa...
NA REALIDADE, a reforma administrativa foi feita ainda na interinidade, em meados de junho. Lógico que se a gente indicar alguém, iremos substituir e deverá haver... Não diria reforma, mas faremos duas ou três substituições em janeiro do próximo ano.

O SENHOR enviou projeto à Câmara que versa sobre o Código Tributário. A OAB se manifestou contra. O que tem de mudança prevista?
EM PRIMEIRO lugar, o nosso governo é técnico. Quase a metade é composta de servidores de carreira. É o caso da (Secretaria) Fazenda, onde o secretário Jerônimo é fiscal e está lá há muito tempo. É um técnico. Na época em que eu era presidente da Câmara, chegou um Código Tributário, em 2013, em cima da hora. Com isso, segundo os técnicos da Fazenda, o secretário fez uma comissão de fiscais e essa comissão detectou alguns erros no Código Tributário, os quais foram apresentados ao Conselho Econômico e encaminhei para a Câmara. De maneira nenhuma, queremos penalizar ou beneficiar qualquer categoria, até porque o prefeito representa todas as categorias. A OAB é uma entidade que a gente respeita, tem carinho e admiração. O projeto foi apresentado por um corpo técnico da Fazenda – e não sou técnico, justificando a questão de uma justiça fiscal. Um advogado paga “X” por mês. Paga um valor e não um percentual pelo que ele fatura. O correto seria ele pagar 50% do que fatura em serviços. O projeto atual informa que se paga uma taxa fixa. O advogado comum paga taxa de, se não me engano, R$ 105,00. O escritório de advogados que tem vários associados, cada advogado paga um percentual de 25% dessa taxa. Pagaria bem menos. É uma questão de justiça fiscal. Não vou entrar nesse mérito, pois o projeto foi feito por técnicos e de maneira nenhuma temos o intuito de prejudicar alguma categoria. Na realidade, seria um pequeno aumento: hoje, eles (os advogados) pagam R$ 79,00 e passariam a pagar R$ 105,00, fazendo essa justiça fiscal. Mas é algo que os técnicos apresentaram o projeto e foi para a Câmara. A Câmara tem autonomia de retirar emenda, corrigir... Enfim... por mim, não farei nenhuma queda de braço com nenhuma categoria. Nosso intuito é de ajustar, fazer justiça e fazer o melhor para a cidade.

O VEREADOR Tomaz Neto afirmou, em recente pronunciamento na Câmara, que o senhor teria deixado um débito superior a R$ 1 milhão quando foi presidente da Casa e com relação à previdência. Como o senhor deixou a situação do Legislativo?
É UMA informação totalmente equivocada. Não ficou débito nem parecido com isso. Acredito (que ficou) cento e poucos mil reais. É normal ficar (débitos) de um ano para o outro, de uma gestão para outra. Não pode é passar, por exemplo, que terminasse minha gestão de presidente e, em outro mandato, outro ano legislativo, aí sim, não se poderia deixar débito. Na realidade, eu iria quitar esse débito. Quando deixei a Câmara, no dia 6 de dezembro. Eu tinha até o dia 6 de dezembro para quitar esse débito previdenciário, em torno de R$ 100 mil e poucos... Quero deixar claro que não era indevida. Não era apropriação indébita; já estava pago. O patronal podia parcelar. Saí em dezembro para assumir a Prefeitura, determinado pela Justiça, e passou para outro presidente. Não é nada de anormal. Esse número de R$ 1 milhão não existe. O patronal, que é comum, os poderes públicos... Isso já foi parcelado e pago. Não se tem nenhum débito na Câmara Municipal de Mossoró.

NA AUDITORIA realizada na folha de pagamento, constatou-se que existiriam 642 funcionários que teriam entrado no serviço público sem concurso. O que o senhor pretende fazer com esse pessoal?
NOSSA gestão teve a coragem de realizar auditoria na sua própria folha de pagamento. Não só de fazer a auditoria, mas também de entregar cópia ao Ministério Público, para que possa orientar e ajudar na fiscalização das implementações que a Prefeitura vai fazer. Dentro dos pontos, detectou-se, à época do censo, a ausência de 622 servidores. Infelizmente, não se tinha pasta funcional e começamos a implementar isso com a biometria. Acontecia que o servidor, um professor, por exemplo, estava lotado no Ouro Negro e que estava no Sumaré, onde ele mora, e o censo quando passou lá, não viu o professor. Isso é um exemplo. Na biometria, foi dada nova oportunidade aos 622 servidores se apresentar. Mais de 400 não apareceram. A partir desses 400, a administração está notificando um a um, e os que não aparecerem, aí, sim, será aberta sindicância para processo de exoneração. Vale salientar que a biometria foi para servidores efetivos e comissionados. Isso vai organizar a Secretaria de Administração e vai interligar o sistema da administração com as secretarias por meio do relógio, do ponto digital.

O NÚMERO de 622 servidores foi o que não se apresentou no censo. O de 432 é o total de servidores que estariam irregulares, que entraram no serviço público sem concurso...
ENTENDI em relação aos ausentes... A Secretaria de Administração recebeu o relatório e estamos estudando em consonância com o Ministério Público. É algo que inspira cuidados. Imagine você demitir um servidor que está há mais de 20 anos no Município. Muitas dessas pessoas estão para se aposentar. Então, é algo que a gente tem que ter cuidado. Felizmente, não é problema da nossa gestão, mas a gente está aqui para cumprir a lei. Vamos encontrar uma maneira, com a Câmara Municipal e com o Ministério Público, para corrigir essa distorção.

O SENHOR está na Prefeitura de Mossoró há um ano...
ANALISO este ano de gestão como sendo de muitos avanços. Apesar de ter assumido de maneira inusitada, na interinidade, e naquele momento os secretários pediam para sair e eu tinha que substituir em 24 horas... Tinha o orçamento finalizando e outro abrindo, com R$ 47 milhões de conta... Ano de política: tivemos eleição suplementar, primeiro turno, o segundo turno... Teve a Copa do Mundo... Foi um ano muito conturbado, com quedas de receitas consideráveis, como a queda de investimento na Petrobras e que reduziu ICMS, ISS, FPM e os próprios royalties... Mas estamos virando o ano com passivo menor. Viramos o ano passado com passivo de R$ 47 milhões e agora, no máximo, está em R$ 10 milhões. Estamos virando ano com índices que analisam educação, economia, saúde, que mostram que houve avanços consideráveis em Mossoró. O nosso Caged está acima da média nacional. Vamos terminar o ano com dois mil empregos gerados de saldo. Na educação, foi investido em 2011 22% da receita; em 2012,  25,91%; em 2013,  25,84%; e em 2014, até novembro, estamos com 34,5%. Existe uma lei municipal que determina que sejam investidos 30% da receita na educação. Nenhum prefeito cumpriu. Eu não só cumpri, como vou passar 5% a mais da lei.

QUANDO o senhor falou em reforma administrativa no início da gestão, cito a criação da Secretaria de Segurança e Defesa Social. Ela tem cumprido seus objetivos?
QUANDO criamos a Secretaria de Segurança, a gente demonstrou que seria uma das prioridades. Quando assumi a Prefeitura, foi diante de uma greve da Guarda Municipal. Naquela época, existiam 183 guardas municipais. Acabamos a greve, aumentamos para 243 guardas. Convocamos 100 suplentes e vamos começar a chamar no próximo ano, quando teremos 343 homens guardas municipais. Estamos enviando uma minuta à Câmara para armar a nossa Guarda. Paralelo a isso, quando assumi, tinha uma BIC. Abrimos a BIC dos Abolições e recentemente a do Sumaré. Ontem (quinta-feira), houve apreensão de 60 quilos de maconha. Onde tem uma BIC, temos relatório feito pela PM, que diz que aumenta em 65% as apreensões de armas, drogas e de pessoas que praticam crime. A BIC do Santo Antônio diminuiu em 70% a insegurança. Na dos Abolições, 90% dos roubos foram reduzidos. Não quero dizer que a segurança de Mossoró é louvável. Tem muito o que melhorar. É investir na educação e gerar emprego. Mas, precisamos de parceria com o Governo do Estado e Governo Federal. Estamos fazendo a nossa parte. Vamos aumentar o contingente, armar a Guarda. Nossa secretária conseguiu muita coisa para 2015. Vamos ter o nosso Ciosp e interligar com a PM e Polícia Civil. Como o nosso governador Robinson Faria tem foco na segurança, temos ótimo relacionamento e faremos parceria para diminuir a insegurança na cidade.

QUAIS os destaques para 2015?
A GENTE espera que seja ano bem mais promissor. Primeiro, que não teremos passivo alto, não teremos eleições. Teremos parceiros: um governador amigo e aliado, uma presidente, uma senadora. Terei dois deputados federais para ajudar a cidade: Fábio Faria e Betinho Segundo. Inclusive, o deputado Jácome já esteve comigo em uma audiência; ele foi bem votado em Mossoró e disse que iria colocar emendas para Mossoró. Na realidade, teremos três deputados federais. Temos o deputado estadual Galeno, que já disse que irá vestir a camisa da cidade. Temos alguns pontos prioritários: resolver a questão da mobilidade urbana, do transporte público. Hoje, temos 22 ônibus e queremos passar para 50. Queremos resolver o problema dos ambulantes, para dar o direito de ir e vir nas calçadas. Pretendemos fazer um shopping popular. Outro ponto: o Santuário de Santa Luzia, que quando ficar pronto, vai trazer para a cidade algo em torno de um milhão de pessoas por mês e vai impulsionar o turismo e a economia. O Município quer ter o Hospital Municipal. São essas as prioridades para 2015: manter e melhorar as atenções básicas, já que conseguimos resolver em 2014 a questão das UPAS com quatro médicos. Nosso desafio é melhorar a atenção básica, as UBSs. Temos o Distrito Industrial, onde vamos fazer condomínio para atrair 100 indústrias. Vamos trabalhar no Parque da Cidade e estamos estudando algumas áreas: o Horto Municipal e a Praça dos Seresteiros. Temos projetos, estudos e emendas que garantem ações para 2015.

NA ÚLTIMA campanha eleitoral, o senhor se distanciou da ex-prefeita Fafá Rosado e houve aproximação com o grupo da governadora Rosalba Ciarlini. É possível manter essa parceria com o grupo de Rosalba e retomar o diálogo com Fafá, já que o PMDB está no seu grupo?

POLÍTICA é a arte de somar, de dialogar. Você não fecha portas; abre portas. É claro que quem conhece o meu jeito, meu estilo e que me acompanha na política – até porque tive mandatos na oposição... Fiz oposição com responsabilidade e nunca perdi uma eleição. Tenho ótimo relacionamento com a governadora Rosalba Ciarlini. Inclusive, de cinco eleições dela, eu votei em quatro. Temos alguns laços familiares, pois a minha esposa é parente da governadora. Convivi com o grupo da deputada Sandra Rosado, apoiando Larissa por várias campanhas. Nunca saí falando dela nem de Rosalba. Com Fafá, tenho história de amizade: praticamente, minha infância e adolescência foi com seus filhos. Fui presidente da Câmara, mesmo na oposição, e contribuí com o crescimento da cidade. Tive ótimo relacionamento como presidente. Tenho ótimo relacionamento com ela, com Leonardo Nogueira, com Gustavo Rosado... Não tenho dificuldade de diálogo ou rejeição com o grupo da ex-prefeita Fafá Rosado, como a nenhum grupo. Estou focado. Estou cansado de tanta eleição: foram três (consecutivas). Estou focado na administração e com otimismo para 2015 e 2016. Em 2016, quando abrir o ano, no período de convenção, acredito que teremos de conversar sobre isso. Não estou preocupado com isso. Não tenho problemas com Larissa, Sandra, Fafá, Rosalba ou com algum grupo político. Não tenho problemas pessoais nem rixa com nenhum. Quero trabalhar, e qualquer um que venha querer ajudar ao município a se desenvolver, será muito bem recebido no nosso governo. Agora esse compromisso, do que é melhor para a cidade, e não fazer oposição por oposição.

Fonte: Jornal de Fato

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Francisco Carlos é eleito vereador do ano

O vereador Francisco Carlos foi eleito o “Parlamentar do Ano de 2014” na Câmara Municipal de Mossoró. A votação ocorreu na manhã desta quinta-feira (4) com votos de uma comissão formada por membros da mídia, servidores da Câmara e representantes de entidades civis.

A Comissão foi formado por 11 membros, dos quais cinco votaram em Francisco Carlos. Os vereadores Genivan Vale e Tomaz Neto obtiveram dois votos cada; Alex Moacir e Jório Nogueira, um voto.

O processo eleitoral foi conduzido pela jornalista Aglair Abreu. O professor Francisco Carlos será agraciado com o Prêmio “Vereadora Niná Rebouças”, que passará a ser entregue a partir de 2014, ao Parlamentar do Ano no Poder Legislativo mossoroense.

Francisco Carlos cumpre o seu primeiro mandato é foi eleito para a presidência da Câmara Municipal em meados deste ano. Ao longo do seu mandato, o edil tem implementado uma série de ações e projetos, valorizando o trabalho da Câmara de Vereadores da Cidade.


O projeto Câmara Todo Dia, fez do Poder Legislativo uma Casa atuante e o seu trabalho reconhecido pela sociedade.

Fonte: www.gutembergmoura.com.br

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Quem vai assumir o comando do DEM?

José Agripino Maia, que preteriu Rosalba Ciarlini, que não pôde sair candidata à reeleição ao Governo do Estado e ajudou a derrotar o peemedebista Henrique Eduardo Alves, que perdeu para Robinson Faria e este não tem nada a ver com a decisão de Agripino. Nessa onda de conexão e desconexão baseada no poema “A quadrilha” de Carlos Drummond de Andrade, um elemento surge como alvo conectivo que se faz acerca do escanteamento da governadora Rosalba às eleições deste ano.

E, nesse preâmbulo de conexão, o chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, entregou a presidência do DEM mossoroense e o vice-presidente, o deputado estadual Leonardo Nogueira, avisou que vai sair do partido. Com isso, teria-se a possibilidade do partido presidido pelo senador José Agripino Maia ser comandado pela ex-prefeita Cláudia Regina. Ela, contudo, afirmou que é uma simples filiada e que o diretório deverá ficar com quem tem mandato.

Cláudia, contudo, comentou que não poderia responder agora, até porque não lhe foi feito convite para assumir a função para tentar reerguer a legenda na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. “Não tenho como dizer nada. Não posso falar pelo DEM, se tenho interesse ou não. O comando é delegado e não me delegaram nada. Sou uma simples filiada”, afirmou Cláudia Regina.

Sequenciando a conexão no Democratas de Mossoró e com a deixa apresentada por Cláudia Regina, acerca da legenda ser comandada por quem tem mandato, caberia aos vereadores Manoel Bezerra de Maria e Flávio Tácito definir o destino do diretório municipal. Manoel Bezerra, contudo, afirmou ao repórter que não tem interesse. E foi mais além: “pretendo mudar de partido. Vamos dar um tempo para analisar e é algo que pode até ser revisto. Não é irreversível, mas não pretendo continuar (no DEM)”, afirmou.

Ele acrescentou que, caso continue no partido, não tem interesse em assumir a presidência. O repórter tentou conversar com o também vereador Flávio Tácito, mas ele não atendeu as ligações feitas ao seu celular.

O DEM de Mossoró já perdeu parte considerável de seus filiados em decorrência da decisão externada por José Agripino às eleições deste ano. Saíram Carlos Augusto Rosado, Pedro Moura (secretário) e Manoel Mário (Tesoureiro). Frise-se que os membros do diretório saíram quase em sua totalidade. Antes o partido já havia perdido a ex-prefeita Fafá Rosado, que se filiou ao PMDB. E agora perderá o deputado estadual Leonardo Nogueira e o vereador Manoel Bezerra.

Com a negativa das lideranças em assumir o comando do diretório local do DEM, o senador José Agripino terá que, pela primeira vez, fazer uso dos recursos do Fundo Partidário para tentar reerguer o seu partido em Mossoró. É que a legenda está sem comando, sem prédio e sem futuro.

Fonte: Jornal de Fato

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PMDB de ‘malas prontas’ para migrar ao grupo do prefeito

O resultado das eleições passadas evidenciou que alguns partidos estão em decadência: PMDB, PSB e DEM. Embora a legenda peemedebista tenha obtido sucesso na chapa proporcional, elegendo deputados estaduais e um federal, e o Democratas tenha ficado menor, o PSB foi quem ficou bem arranhado. Dos três, contudo, o PMDB tende a migrar. Aliás, fazer isso não é algo novo. O perfil do Partido do Movimento Democrático Brasileiro é o de estar alinhado ao governo, seja este qual for. Não será novidade se, mais dia, menos dia, houver anúncio de adesão ao governador eleito Robinson Faria (PSD).

Na campanha passada, foi dito que Mossoró seria o diferencial e que tudo teria começado por aqui. Se tal afirmação for levada em consideração, o PMDB estadual deve seguir a “orientação” que sai de Mossoró. É que vereadores peemedebistas estão de malas prontas para desembarcar no grupo governista. O partido conta três parlamentares: Claudionor dos Santos, Izabel Montenegro e Alex Moacir. Claudionor seguiu, no pleito passado, com o prefeito Francisco José Júnior (PSD). Izabel e Alex ficaram em faixa diferente.

Agora, ao que se configura, os três vão seguir unidos. A notícia de que o PMDB estadual teria autorizado os vereadores peemedebistas a migrar para o lado do prefeito foi publicada no blog do jornalista Carlos Skarlack dias passados. Ontem, o repórter tentou conversar com Izabel e Alex Moacir, mas seus telefones estavam desligados ou fora da área de serviço.

Especula-se que um ou outro (Izabel ou Alex) iria ocupar uma secretaria, para que o suplente de vereador Zé Peixeiro ascendesse à Câmara Municipal. Na semana passada, o vereador Alex Moacir negou interesse em fazer parte do primeiro escalão da administração municipal e afirmou que não teria havido conversa entre ele e o prefeito Silveira Júnior nesse sentido.

O realinhamento do PMDB com Silveira abre brechas para especulações futuras. Assim sendo, tudo leva a crer que o diretório local da legenda passe, pela segunda vez neste ano (ou no próximo), por alterações. É que Izabel Montenegro era a presidente da comissão provisória, mas o diretório foi entregue à ex-prefeita Fafá Rosado pelo presidente estadual da sigla, deputado federal Henrique Eduardo Alves. Fazia parte das conversas envolvendo as eleições de outubro passado.

Como Henrique perdeu a disputa ao Governo do Estado para Robinson Faria, a tendência é que haja acomodações e reacomodações, tanto na esfera do PMDB quanto no secretariado do prefeito mossoroense.

Fonte: Jornal de Fato

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tomaz Neto: Câmara deve instaurar CEI da saúde

O vereador Tomaz Neto (PDT) afirmou ontem que a Comissão Especial de Inquérito (CEI), que se encontra protocolada na Secretaria da Câmara Municipal de Mossoró, deverá ser instaurada pelo presidente da Casa, vereador Francisco Carlos (PV). A tese de Tomaz se baseia no fato de que o prazo para recursos expirou e que não se teria como a Câmara não acatar o que se propôs em agosto do ano passado. A CEI, a priori, investigaria afirmações ditas pela própria Prefeitura de Mossoró, acerca de superfaturamento na compra de insulinas. Além disso, o vereador do PDT disse que a Comissão também pretende se debruçar sobre contratos firmados pelo Executivo na área da saúde.


“Estamos pedindo para apurar e que a CEI das insulinas seja instalada”, disse Tomaz Neto. Para o parlamentar, o presidente da Casa não poderá mais deixar de instalar a Comissão Especial de Inquérito e disse que o foro para discutir problemas que envolvam a administração municipal é no Legislativo.


O pedetista, que está distribuindo cópia da auditoria realizada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) na folha de pagamento da Prefeitura, afirmou ainda que está fazendo a sua parte e que vem entregando o documento a juízes, imprensa, clubes de classe e colégios. “Quero que a sociedade tenha conhecimento. Tem coisas escabrosas e a Câmara tem a obrigação de abrir a CPI. Cabe à Câmara fiscalizar”, afirmou. Tomaz Neto acrescentou que, por meio de projeto que desenvolve pelo seu mandato, o “Gabinete nos bairros”, vai distribuir cerca de mil cópias com a população.


O presidente da Câmara Municipal mossoroense, vereador Francisco Carlos, disse que Tomaz Neto está correto em externar suas preocupações e que são questões importantes. “O que ele coloca não pode ser desconsiderado. Terei que avaliar. A gente vai se debruçar sobre o que ele coloca. Repito que o que ele coloca não deve ser desconsiderado”, comentou.


Francisco Carlos enfatizou que, quando disse que iria se debruçar sobre a Comissão Especial de Inquérito, seria no sentido de verificar se a CEI pode ser resgatada. “Não fiz essa interpretação, de resgatar a CEI, mas vamos nos debruçar sobre isso”, afirmou.

 

Auditoria

Em 111 páginas, o relatório sobre a folha de pagamento da Prefeitura de Mossoró mostra que existem contratos duplicados com uma mesma empresa. Como não se especifica a locação dos servidores que trabalham em regime de mão-de-obra terceirizada, sendo que nestes específicos, a maioria se dá para cargos de motoristas para carros próprios da Prefeitura, e tendo em vista os recentes editais de contratação de empresas de locação de veículos pela municipalidade, a ideia externada por Tomaz Neto seria que a Câmara discutisse e analisasse todos os contratos firmados pela Prefeitura de Mossoró.


Outro ponto que o parlamentar enalteceu diz respeito ao tempo determinado pela Prefeitura na análise à realização da auditoria. Investigou-se o ano de 2013, mas algumas informações são incompletas, já que a Prefeitura não entregou os documentos solicitados por técnicos da Uern. E é justamente isso que o vereador do PDT quer fiscalizar. “A Câmara é o local para se discutir e fiscalizar isso”, disse Tomaz Neto.

 

 

 

Relatório: 632 servidores foram efetivados sem concurso público

 

Um dos pontos que constam do relatório da auditoria feita por técnicos e professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) na folha de pagamento da Prefeitura de Mossoró diz respeito à existência de 632 servidores que entraram no serviço público sem a realização de concurso público. Esse pessoal, conforme o relatório, foi considerado efetivo no período compreendido entre 27 de outubro de 1988 a 27 de janeiro de 1992.


O relatório da auditoria apontou a necessidade da Prefeitura se debruçar sobre a situação, a fim de agilizar a terceirização da mão-de-obra desses servidores, visando garantir os direitos trabalhistas. A reportagem manteve contato com a Secretaria Municipal de Comunicação Social da Prefeitura de Mossoró para saber como o prefeito Francisco José Júnior (PSD) iria atuar na questão.


A Comunicação informou que quem poderia fornecer as informações solicitadas seria a procuradora-geral do Município, Vânia Furtado. Ligações telefônicas foram feitas para o celular dela, que não atendeu. A reportagem também quis saber como o Executivo se comportaria acerca das afirmações feitas pelo vereador Tomaz Neto, com relação à instauração da Comissão Especial de Inquérito (CEI). A Comunicação informou que quem poderia falar sobre o assunto seria o secretário municipal da Transparência e Relações Institucionais, Luiz Antônio. Ligações foram feitas para ele. O secretário não atendeu.


A Comunicação informou, contudo, que com relação aos 622 servidores que figuram na auditoria como “fantasmas” estão sendo identificados pela Procuradoria-Geral do Município. Além disso, frisou que a Prefeitura tem realizado ações internas para solucionar os problemas apontados pelos técnicos e professores da Uern.


Fonte: Jornal de Fato







quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Câmara vai promulgar projetos vetados pelo prefeito

As dez mensagens de veto enviadas pelo Executivo sobre os doze projetos aprovados pela Câmara Municipal de Mossoró ligados à cultura foram o tema principal dos debates do Legislativo nesta quarta-feira (12). 

O presidente da Câmara, vereador Professor Francisco Carlos lamentou os vetos do Executivo, discordando dos argumentos apresentados para justificar os mesmos. "Se os argumentos utilizados pelo Executivo para vetar os projetos forem verdadeiros, a Câmara pode fechar as portas. Vários projetos semelhantes a estes já foram aprovados em outros municípios, como a arte de grafite nos viadutos, e não é inconstitucional. É preciso se fazer uma reflexão para manter a independência desse poder", afirmou o presidente. 

A sessão contou com a presença de representantes do movimento artístico de Mossoró, que esperavam a apreciação dos vetos durante a sessão. Para atender à classe artística, o vereador Genivan Vale sugeriu a apreciação dos vetos na própria sessão, no entanto, os demais membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Genilson Alves e Manoel Bezerra não concordaram em dar o parecer oral durante a sessão ordinária. Esses vetos serão apreciados na reunião da comissão na próxima sexta-feira, obedecendo o regimento interno da Câmara.  

O presidente também afirmou que cinco mensagens de vetos foram enviados pelo Executivo fora do prazo estabelecido e os seis projetos a que essas mensagens se referem serão promulgados  pela presidência da Casa. São eles, o que torna obrigatória a participação de artistas locais na abertura e encerramento de shows nacionais e internacionais realizados em Mossoró, de autoria do vereador Alex Moacir; o Projeto Aldenora Santiago, que torna obrigatória a propagação de músicas regionais nas emissoras de rádio de Mossoró, de autoria do vereador Professor Francisco Carlos; os projetos que permitem a propagação da arte de grafite nos muros das escolas públicas municipais e dos viadutos de Mossoró, também de autoria do vereador Professor Francisco Carlos; o projeto que torna o evento "Pingo  da Mei Dia" como Patrimônio Imaterial do Município de Mossoró, de autoria do vereador Alex do Frango; e o projeto que institui o Programa Ciranda de Livros nas instituições de ensino de Mossoró, também de autoria do vereador  Alex do Frango. 

O presidente ainda não agendou uma data para a promulgação das leis, mas afirmou que irá convocar todos os vereadores e a classe artística, além da população em geral para a cerimônia. 


Fonte: Assessoria 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Prefeitura investirá mais de 15 mi em locação de veículos

A Prefeitura de Mossoró vai investir exatos R$ 15.443.950,64 (quinze milhões, quatrocentos e quarenta e três mil, novecentos e cinquenta reais e sessenta e quatro centavos) em locação de veículos (carros, motos, micro-ônibus e ônibus). As informações foram publicadas na mais recente edição do Jornal Oficial do Município (JOM), a qual pode ser conferida no portal www.prefeiturademossoro.com.br.

A contratação causa estranheza. Até porque o prefeito Silveira Júnior havia cancelado o contrato de veículos e determinado a entrega destes no começo do ano. Alegou-se gasto desnecessário e que veículos de "primeira classe" estavam á disposição de secretários.

Agora, em três lotes e com prazo de doze meses, a Prefeitura de Mossoró anuncia a retomada de tal procedimento. O blog só consegue entender uma coisa: se o prefeito cancelou contrato e entregou veículos no começo do ano e em virtude de suposta crise financeira, a situação agora deve ser outra.

Até porque são mais de 15 milhões que se destinarão para contratação de empresas especializadas em locação de veículos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Prefeitos e vereadores são convidados para debater segurança

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Mossoró, realizará nesta quarta-feira (12) o “Seminário Sobre Segurança Pública”, em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró. A intenção dos organizadores do evento é conscientizar os gestores públicos municipais sobre a importância do uso da Guarda Civil Municipal (GMC) no combate à violência. A OAB e a Prefeitura já entraram em contato com os prefeitos e presidentes das Câmaras da região, convidando-os para as discussões.

O seminário é direcionado para os representantes dos poderes Executivo e Legislativo dos municípios do interior do RN, principalmente estes que ficam situados no entorno de Mossoró. A intenção, segundo o advogado Paulo Cesário Lucena Targino, presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB/Mossoró, é fazer com os representantes dos Poderes participem das discussões promovidas por especialistas na área, como Thadeu Brandão e Ivenio Hermes, estudiosos da área.

A secretária municipal de Segurança Pública e Defesa Civil de Mossoró, Maria do Socorro da Silva Batista, destaca que a participação dos gestores públicos será fundamental para que os municípios da região atuem de forma conjunta e eficiente contra a criminalidade. Paulo Cesário concorda com este pensamento: “é interessante que todos participem, que acompanhem as discussões e vejam que o uso da Guarda Civil é fundamental, aliado a outros fatores que contribuem para a segurança pública”.

O evento está sendo promovido pela OAB e Prefeitura, através da Comissão de Segurança Pública e da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil. Brandão, o primeiro palestrante, é professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), com doutorado em Ciências Sociais; Hermes é pós-graduado em Gestão e Políticas Públicas de Segurança e em Gestão de Operações Especiais; o terceiro palestrante é Jorge Jales, comandante da Ronda Ostensiva Municipal de Mossoró.


Fonte: Assessoria/OAB 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Leonardo Nogueira vai se desfiliar do DEM

O Democratas de Mossoró caminha para a sua extinção. Depois que o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado entregou comunicado à Justiça Eleitoral e à executiva estadual da legenda, oficializando sua desfiliação, o mesmo caminho será trilhado pela governadora Rosalba Ciarlini. Pensava-se que o DEM mossoroense ficaria sob o comando do deputado estadual Leonardo Nogueira. Pensava-se. Mas não vai.

Leonardo Nogueira vai sair do DEM em janeiro. O parlamentar já decidiu e não se tem nada que possa demovê-lo da ideia. A começar pelo tratamento que ele recebeu do presidente nacional do Democratas, senador potiguar José Agripino Maia, que tratou o deputado "a pão e água" na campanha eleitoral passada. Até o vereador natalense Dagô recebeu mais recursos da executiva do DEM que Leonardo. Daí se tira que Agripino não tinha interesse algum na reeleição de Leonardo Nogueira.

Leonardo tem a certeza de que foi usado por Agripino. E usado da pior maneira possível. É que Agripino, para brecar a candidatura da governadora Rosalba Ciarlini à reeleição, tratou de inventar a história de que somente com a aliança com o PMDB em uma espécie de acordão, todos os deputados do Democratas seriam reeleitos. O resultado das urnas mostraram que Agripino disse tudo, "menas a verdade".

Como a eleição passou e Leonardo Nogueira não recebeu nenhuma ligaçãozinha de Agripino, uma demonstração de apoio e solidariedade partidária, o deputado estadual decidiu: vai se desfiliar do DEM e não tem que o faça mudar de ideia.

Resta saber como Ficará o DEM de Mossoró: sem sede, sem lideranças e sem comando. Triste fim de um partido que tinha tudo para se tornar maior e se apequenou de vez.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Seminário conscientizará gestores sobre uso da Guarda Civil

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Mossoró, e a Prefeitura Municipal de Mossoró realizarão na próxima quarta-feira (12) um seminário que visa conscientizar os gestores públicos da região sobre a importância do uso da Guarda Civil Municipal (GMC) no combate à violência. O evento será realizado no auditório da OAB/Mossoró, com palestras ministradas por estudiosos da segurança pública e por um representante da Guarda Civil de Mossoró, que irá apresentar os resultados positivos obtidos ao longo dos últimos anos pelo Município no combate à violência.

O “Seminário Sobre Segurança Pública” tem como principal objetivo incentivar a criação e a manutenção da GMC pelas Prefeituras do interior do Rio Grande do Norte. Segundo o advogado Paulo Cesário Lucena Targino, presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB/Mossoró, a Guarda Civil Municipal deve ser utilizada como ferramenta de suporte para as outras instituições que combatem diretamente a violência, como as polícias Civil e Militar. O campo legal de atuação dos guardas civis limita-se à defesa do patrimônio público, mas os seus benefícios são bem maiores.

Cesário acredita que a presença dos guardas em locais públicos, como praças e escolas, por exemplo, pode inibir a atuação dos criminosos. “Nestes pontos, é comum o registro de pequenos furtos de objetos pessoais e até mesmo de veículos, bem como roubos praticados com uso de arma de fogo. A presença dos guardas civis municipais ajudaria a inibir este tipo de conduta. Com essa ajuda, a Polícia Militar poderá direcionar sua atenção para outras áreas, aumentando efetivamente a presença física de agentes de segurança dentro da área municipal”, explica Cesário.

Mossoró conta com a Guarda Civil desde junho de 2012, quando foi formada a primeira turma. A GMC tem sido utilizada nos grandes eventos realizados pelo Município, atuando conjuntamente com as outras forças estatais de segurança. Um exemplo prático disto verifica-se no Mossoró Cidade Junina, evento que reúne milhares de pessoas durante o mês de junho. A ideia da OAB/Mossoró e da Prefeitura Municipal de Mossoró é que a segurança seja tratada como prioridade pelos gestores públicos do interior do RN, contribuindo para a melhoria da segurança na região.

PALESTRAS
As palestras abordarão as seguintes temáticas: O Município como Célula de Políticas de Segurança; GCM Mossoró - Experiências Exitosas; e A Importância da Guarda Civil Municipal no Contexto da Segurança. Falarão sobre estes temas, respectivamente: Tadeu Brandão, professor adjunto da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), com doutorado em Ciências Sociais; Ivênio Hermes que é estudioso e pesquisador nas áreas de criminalidade, segurança pública e temas afins; e o guarda Jorge Jales, comandante da Ronda Ostensiva Municipal de Mossoró.

SERVIÇO:
O QUÊ: Seminário Sobre Segurança Pública
QUANDO: 12 de novembro
ONDE: OAB/Mossoró
HORÁRIO: 9h30
PALESTRANTES: Tadeu Brandão, Ivênio Hermes e Jorge Jales
TEMAS: (1) O Município como Célula de Políticas de Segurança; (2) GCM Mossoró - Experiências Exitosas; (3) A Importância da Guarda Civil Municipal no Contexto da Segurança


Fonte: Assessoria/OAB

Prefeito de Mossoró tem encontro com Dilma hoje

O prefeito Francisco José Júnior chega nesta quarta-feira, 5, a Brasília onde participa de um encontro com a presidenta Dilma Rousseff, ao lado do governador eleito Robinson Faria, do deputado federal Fábio Faria, do estadual José Dias, além dos eleitos Disson Lisboa e Galeno Torquato. O prefeito de Jardim de Piranhas, Elídio Queiroz, também está na comitiva.

O convite partiu do ex-prefeito de São Paulo, presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A princípio, o encontro tem como objetivo fortalecer o apoio do partido ao governo da petista, além de apresentar seus quadros no Rio Grande do Norte. Porém, Francisco José Júnior aproveitou para montar uma agenda positiva e, além de conversar com a presidenta, visitar alguns ministérios e secretarias.

O prefeito de Mossoró vai reiniciar a luta em favor do aeroporto de Mossoró. Para ele, há duas possibilidades: a primeira seria a revitalização do Dix-Sept Rosado, através do governo do Estado, porém, o mais viável é a construção de um novo aeroporto seguindo as orientações técnicas da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Além de falar com Dilma, Francisco José Júnior pretende ir à Secretaria Nacional de Aviação para tratar desse assunto. De lá, deve ir também aos ministérios das Cidades e do Desenvolvimento Social. Quer potencializar o projeto de implantar um condomínio industrial para atrair outras 100 empresas para Mossoró, além de buscar mais recursos para os programas sociais do município. 


Fonte: Assessoria 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Silveira deverá fazer reforma para reacomodar aliados

Passadas as eleições, é hora de reforma. Prefeitos vão proporcionar uma espécie de "Up grade" no secretariado e ajustar a máquina administrativa. Tudo em nome de algo que todos já conhecem: reagrupar aliados e, ao mesmo tempo, apresentar respostas que a sociedade quer em áreas específicas.

Mossoró não foge de tal cenário e o prefeito Francisco José Silveira Júnior (PSD) deverá alterar sua equipe. Fala-se na ida da professora Socorro Batista (PT) para a Secretaria de Educação. Ela substituiria a professora Ieda Chaves. Caso isso aconteça, não se sabe para onde Ieda iria.

Além disso, secretarias que estão com pouca visibilidade devem sofrer alteração em seus titulares. O blog arrisca uma: Cultura. É que, por mais boa vontade que a secretária Isolda Dantas tenha, ela deixa transparecer que não estaria "enturmada" com a pasta.

Para acomodar aliados, o prefeito deverá convocar algum vereador para que o suplente Zé Peixeiro (PMDB) assuma cadeira na Câmara Municipal. Assim sendo, o blog vislumbra provável ida do vereador Claudionor dos Santos (PMDB) para o primeiro escalão da Prefeitura Municipal. 

Contudo, são especulações. Mas que apresentam direcionamento para 2016.

E o prefeito já deixou bem claro que tem interesse na reeleição. Inclusive disse à jornalista/blogueira Thaisa Galvão que se quatro anos representa pouco tempo para concretizar projetos, dois anos e meio, então...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

'Não tive culpa nenhuma do insucesso das urnas dos candidatos daqui'

O prefeito mossoroense Francisco José Silveira Júnior (PSD) afirmou que o eleitor está mais atento às particularidades políticas e que soube diferenciar os candidatos que disputaram o Governo do Estado. No caso de Mossoró, onde o governador eleito Robinson Faria (PSD) surpreendeu nas urnas e superou, em uma vantagem grande, o seu adversário, houve uma particularidade: foi justamente em Mossoró onde Robinson Faria obteve visibilidade política e eleitoral que lhe permitiu avançar no primeiro turno e sair vitorioso no segundo. Foi aqui onde ele teve apoio onde menos esperava. Nesta conversa com o blog, o prefeito Silveira Júnior analisa este e outros temas, como projetos que deverão ser concretizados em parceria envolvendo a Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado. Leia abaixo:

A vitória do governador eleito Robinson Faria foi iniciada em Mossoró, onde ele ganhou visibilidade onde menos esperava. No primeiro turno, ele venceu seu adversário com 23 mil votos de maioria e no segundo, ampliou para 48 mil. Como o senhor analisa os números, já que Robinson iniciou sua campanha desacreditado pela classe política?
Robinson, ao longo da sua trajetória política, nunca tinha tido uma votação acima de cem votos na cidade de Mossoró. Começamos uma campanha com a desvantagem de mais de vinte pontos nas pesquisas, onde o outro candidato era bem mais conhecido do que o nosso. E aí, nos dedicamos de corpo e alma na campanha. Foram quatro meses de muita luta e conseguimos reverter essa desvantagem no primeiro turno, colocando uma maioria de vinte e três mil votos; 25 pontos percentuais. O próprio Robinson, em entrevista, reconheceu que Mossoró foi fundamental para sua vitória. Primeiro, foi por causa de Mossoró que conseguimos ir para o segundo turno, onde fizemos uma campanha mais intensa e conseguimos elevar essa maioria de 23 mil votos para 48 mil votos, sendo a cidade que deu a maior votação e o maior percentual dos votos válidos. E isso a gente recebe com muita alegria e satisfação. Primeiro pelo resultado que foi fruto de um trabalho que nosso grupo político abraçou. Em segundo pelo próprio reconhecimento agora na sua vitória em que o governador falou que deve sua eleição a cidade e que vai retribuir trabalhando muito por Mossoró, desenvolvendo inúmeros projetos em relação a segurança, saúde, educação e a obras importantes para os mossoroenses.

O papel que o senhor desenvolveu foi fundamental para o crescimento de Robinson e ele próprio reconheceu isso. Qual foi a estratégia para inserir um vice-governador desconhecido pela maioria dos eleitores e em um município adverso à inserção de nome novo?
Acredito que as pessoas vincularam a imagem de Robinson ao nosso trabalho. Embora em nenhum momento nós tenhamos misturado as coisas, porque eu só fazia campanha fora do horário de expediente, não só eu, mas como todos os apoiadores que tinham algum vínculo, isso acabou acontecendo. Nós divulgamos, inclusive, uma determinação proibindo qualquer servidor de fazer campanha durante horário de expediente. Contudo, a minha história com Robinson e a nossa relação de amizade, acabou fazendo com que o povo apostasse nele assim como apostou no nosso projeto. O povo acreditou nesse projeto como sendo mais uma iniciativa do povo de Mossoró.  Então, acredito que devido ao trabalho sério que estamos desenvolvendo na cidade com muito dinamismo, eficiência, equilíbrio e responsabilidade, a população que hoje está cada vez mais exigente, mais antenada e politizada, entendeu essa mensagem e retribuiu essa votação aos nossos candidatos atendendo ao pedido do prefeito da cidade.

Mossoró havia saído de duas eleições, uma em 2012 e outra em maio deste ano (quando ocorreu a eleição suplementar, na qual o senhor se elegeu prefeito). Os eleitores de Mossoró participaram, em menos de dois anos, de três pleitos. Isso pode ter causado uma espécie de ojeriza aos nomes tradicionais da política local?
Na minha ótica eu vejo o eleitor bem informado. Ele sabe que quando eu estava na Prefeitura, há quase um ano, a classe política ao invés de ter ajudado o prefeito e o município, até porque sou o prefeito de todos e não só de quem votou em mim. Então esses políticos começaram a fazer oposição ferrenha, boicote à nossa administração, inclusive sendo atacado nas redes sociais, acredito que tenha sido uma resposta a quem tá fazendo um trabalho sério, honesto e com muita disposição. Mas, enfim, isso realmente eu não posso julgar, é um pensamento meu. O que eu posso afirmar é que não tive culpa nenhuma do insucesso das urnas dos candidatos daqui da cidade. Primeiro porque em nenhum momento nosso grupo político trouxe alguém do lado de lá. Nós fizemos a campanha com base de propostas cumprindo todas as regras eleitorais. Nós não fizemos campanha difamatória, não quisemos tirar liderança de ninguém. Então, se os mesmos não conseguiram esse mandato, tem alguma explicação. E essa explicação, é que eles priorizaram Mossoró e esqueceram o resto dos outros municípios, já que a campanha é a nível estadual e Mossoró sozinha nunca elegeu um candidato, sempre precisou dos votos de fora.

Como será sua participação na montagem do governo Robinson Faria, já que ele reconheceu que o senhor foi fundamental na eleição passada?
Mossoró tem muitos nomes bons, mas em nenhum momento meu apoio a Robinson foi condicionado a formar uma equipe. Eu apoiei Robinson por acreditar, por ser o presidente do meu partido e por conhecer a sua trajetória política e tenho certeza que o Estado estará em boas mãos e, tenho certeza também, que Robinson vai olhar para Mossoró como se fosse um governador daqui. Então, fiz isso para que eu pudesse ter um parceiro, um aliado político para que possamos construir uma qualidade de vida melhor para nossa população. Agora, é normal que ele venha fazer algum convite devido a importância que teve Mossoró. Se houver esse reconhecimento, nós iremos sim indicar algum nome, mas que isso de maneira nenhuma fica condicionado.

Quais projetos, de imediato, o senhor vai propor ao governador eleito?
Na quarta-feira, dia 29, eu recebi a bancada de vereadores na minha casa, onde fiz questão de agradecer um a um pelo empenho. Como eu disse, essa vitória foi construída por nosso grupo político que é um grupo que tem vereadores, suplentes, presidentes de partido, dezenas de lideranças comunitárias da zona urbana e rural. Foi esse conjunto de amigos e lideranças que deu essa vitória. A gente começou agradecendo pelos vereadores e vamos também fazer os agradecimentos aos outros segmentos. E aí, nessa mesma reunião, eu pedi que os vereadores reunissem com os 21 vereadores e cada um fizesse uma pauta e sugerisse alguma coisa que o governador pudesse fazer pela cidade. Até porque, eu reconheço o papel do vereador, pois fui vereador durante quatro mandatos. Além disso, tem outros projetos importantes da zona rural por exemplo, como a estrada da Alagoinha, a ponte que liga Passagem de Pedras ao Santo Antônio, projetos importantes para o turismo como a construção do Santuário de Santa Luzia, projetos no que se diz também na infraestrutura da nossa cidade, como estradas e, principalmente, na segurança: precisamos abrir novas BICs, de um aumento no contingente da polícia. Precisamos que o governo do estado possa repassar os recursos oriundos da saúde e também possa ver a questão do teto da oncologia dos médicos aqui da cidade de Mossoró para que possamos, de maneira mais rápida, voltar essas cirurgias o quanto antes, já que em Natal, o governo do Estado repassa o valor e em Mossoró esse valor é inferior. 



Jório é o novo presidente da Câmara Municipal

Nenhuma novidade na eleição de do vereador Jório Nogueira (PSD) à presidência da Câmara Municipal. Ele seria eleito mesmo, já que o grupo governista é maioria. Jório foi eleito com 16 dos 21 votos.

De novidade, só a provável ida dos vereadores Izabel Montenegro (PMDB), Alex Moacir (PMDB) e Vingt-Un Neto (PSB) para o grupo governista. Os três votaram em Jório Nogueira. E o último integra a Mesa Diretora Eleita.

Com a vitória de Jório, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) praticamente minou qualquer possibilidade de rebeldia no Legislativo. Se antes ele já dispunha de maioria, agora deixou a oposição praticamente isolada: com cinco membros. Número que não garante nenhuma possibilidade de questionamento.

Na foto acima dá para se perceber a nova composição do grupo governista. Quem levou falta foi o vereador Vingt-Un Rosado. Novos tempos. Novos rumos. Novos momentos. Os vereadores estiveram hoje com o prefeito Francisco José Júnior. Uma visita de cortesia.

Veja como ficou a nova Mesa Diretora que comandará a Casa no próximo biênio:

Presidente: Jório Nogueira
1º vice-presidente: Alex do Frango
2º vice-presidente: Nacízio Silva
1º secretário: Genilson Alves
2º secretário: Heró Alves
3º secretário: Vingt-Un Neto
4º Secretário: Cícera Nogueira

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Começam a surgir nomes à Prefeitura de Mossoró

2014 que nada. Todo mundo só fala em 2016. Tema de um lado a outro da cidade (para quem gosta de tentar adivinhar o futuro ou seguir nas especulações). E com o blog não é diferente. Passadas o segundo turno das eleições - especificamente para o Governo do RN - tudo o que se diz é uma coisa só: Rosalba Ciarlini está em alta.

Bom, antes de seguir nisso, é preciso analisar fatos que podem ter passados em "brancas nuvens". No primeiro turno, a governadora Rosalba Ciarlini não emitiu nenhum sinal claro sobre quem seria seu candidato. Apesar, obviamente, de se saber que o único em quem ela não votaria seria Henrique Eduardo Alves (PMDB) por motivos bem claros.

No segundo turno a coisa foi diferente. Ela, que vinha com agenda administrativa intensa, deu sequência a isso. Em Natal, por exemplo, a reabertura da Cidade da Criança talvez tenha sido ponto positivo. Em Pau dos Ferros entregou adutora. E, entre idas e vindas, passou dois ou três dias por Mossoró, onde visitou bairros e localidades rurais.

No sábado que antecedeu ás eleições, ela chegou a se deixar fotografar com um adesivo de Robinson Faria (PSD), candidato que acabou vitorioso. E isso foi o bastante para que se dissesse que ela teria contribuído para a vitória de Robinson. E, de certo modo, contribuiu. Nas redes sociais, o que mais se viu foi gente dizendo que votou em Robinson por causa de Rosalba.

Mas tem gente que não vê dessa forma. E uma dessas pessoas é o prefeito Francisco José Júnior (PSD). Ele chegou a ironizar o fato, dizendo que Rosalba passou dois dias em Mossoró e conseguiu 25 mil votos para ele.

Voltando ao tema inicial, da especulação, o fato é que Rosalba Ciarlini voltou ao cenário político municipal e surge como um dos nomes viáveis à Prefeitura de Mossoró. Além dela, obviamente, está o prefeito Francisco José Júnior. Ele tem direito de ir à reeleição, pois só possui apenas um diploma de prefeito. É ainda tem a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB). O PSB certamente indicará Larissa Rosado. Com isso, já se tem aí quatro prováveis candidatos.

Mas isso não quer dizer que os quatro vão à disputa. Lógico que muita coisa acontecerá e que conversas irão acontecer entre os dirigentes partidários e lideranças políticas. Mas é algo que não se pode desprezar agora. Trata-se de um indicativo, mas tudo pode acontecer: Rosalba e Fafá se realinharem, Fafá e o prefeito se realinharem... Ou até mesmo um novo nome surgir ao embate eleitoral de 2016, como o do deputado federal eleito Betinho Segundo (PP).

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Silveira: 'isso se chama oportunismo'

O prefeito Francisco José Júnior (PSD), conversando com a blogueira/jornalista Thaisa Galvão, tratou de minimizar os efeitos que se faz acerca da vitória do governador eleito Robinson Faria (PSD) em Mossoró. Robinson, que no primeiro turno saiu com 23 votos de maioria sobre Henrique, ampliou essa diferença para 48 mil no segundo turno.

"Eu trabalhei quatro meses e ela, dois dias", disse o prefeito, destacando sua participação na vitória do governador eleito. Mas disse que não importava o santo, e sim o milagre. "Estou com 70% de aprovação e ela com 30%", disse Silveira. Uma clara afirmação de que está em alta na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. E complementou: "o que sei é que ela fez uma visita à Praça da Convivência e a um restaurante. Isso deu 25 mil votos a Robinson", disse.

Silveira não quis entrar em mais detalhes, apesar de ter externado que não tem gostado dos comentários feitos pelos eleitores rosalbistas, de que a vitória de Robinson Faria deve ser creditada à governadora. "Sei que trabalhei e me dediquei muito. Não quis me aproveitar da vitória de ninguém e Robinson reconhece isso. Quem deu a vitória a Robinson em Mossoró foi o movimento comunitário, os 13 vereadores da nossa bancada, os suplentes, as nossas lideranças rurais e o povo livre de Mossoró. Estes foram os verdadeiros pais. Quem tem uma seleção como essa não perde nenhuma eleição. Vencemos de cabo a rabo. Muito engraçado e oportuno a pessoa trabalhar um fim de semana e atribuir a vitória a si. isso se chama oportunismo", afirmou

Pai ou mãe da vitória de Robinson?

O que se pode creditar à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) pela vitória de Robinson Faria (PSD) ao Governo do Estado?

Esta é a pergunta que se faz. Sabe-se que ela se manteve "neutra", mas cansou de dizer que o eleitor tinha que fazer valer sua liberdade de escolha. Evidente que ela sempre esteve contra Henrique Eduardo Alves (PMDB), e obviamente que não declarou publicamente apoio a Robinson.

Ocorre que não se pode fazer leitura apenas com o que se diz. O que se faz, principalmente nos bastidores, é o que conta. Falou-se que o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado mantinha contato permanente com Robinson Faria. Algo que não se comprovou. Falou-se que Rosalba estaria apoiando Robinson Faria. Algo que se comprovou no dia da eleição, já que ela se deixou fotografar com um adesivo do número "55", utilizado por Robinson.

E agora? A quem creditar a vitória de Robinson?

O prefeito Francisco José Júnior (PSD) minimizou o efeito Rosalba neste segundo turno. Principalmente em Mossoró. E afirmou que ele passou quatro meses fazendo campanha. E realmente fez.

Rosalba não pôde subir em palanque algum. Esteve imobilizada por ameaças indiretas e constantes de que, se optasse por algum candidato, especificamente Robinson Faria, o processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa seria agilizado.

Quem poderia responder a isso seria a própria Rosalba. Talvez o governador eleito Robinson Faria possa falar também.

Não se admite mais velhas práticas

O governador eleito Robinson Faria (PSD) traçou uma estratégia para o segundo turno, a qual se constatou nas urnas. Diferentemente de seu adversário, o peemedebista Henrique Eduardo Alves, Robinson teve um foco: cidades que possuem acima de 45 mil eleitores, conforme mostrou levantamento feito pelo portal de notícias Uol.

E como se deu tal estratégia? Simples: Robinson dividiu seus apoiadores para que as movimentações da campanha fossem intensificadas. A constatação se percebeu em Mossoró, Natal, Parnamirim e outras cidades.

Além disso, Robinson saiu ganhando com a estratégia definida pelos apoiadores de Henrique Eduardo Alves. Estes optaram por municipalizar o segundo turno, tentando fazer com que houvesse antecipação das eleições de 2016. E o resultado foi desastroso para Henrique. Aconteceu isso em Pau dos Ferros, Grossos, Areia Branca e tantos outros.

Em Pau dos Ferros o ex-prefeito Leonardo Rego (DEM) quis mostrar que seria a principal liderança municipal. E perdeu feio para o prefeito Fabrício Torquato. Em Grossos, o prefeito José Maurício (PMDB) permitiu que sua militância fizesse uma campanha agressiva, de ataque aos seus adversários e de achincalhe a estes. E Henrique, que havia ganho no primeiro turno em Grossos, perdeu no segundo.

O que se quer dizer é que lideranças que pensavam em tentar proveito político neste segundo turno acabou levando a pior. Talvez com reflexo direto para 2016. As urnas mostraram que é preciso mudar o discurso e o método de fazer política. Não se admite mais velhas práticas.

domingo, 26 de outubro de 2014

será que Rosalba está mesmo tão mal avaliada assim?

Do primeiro turno ao segundo, ao resultado final das urnas, o candidato Robinson Faria (PSD) conseguiu aumentar sua votação em 253.654 votos. Ele saiu do primeiro turno com 623.614 votos e foi eleito com 877.263 votos.

Seu adversário, Henrique Eduardo Alves (PMDB), saiu do primeiro turno com 702.196 votos e terminou o segundo turno com 734.801 votos. Um acréscimo de apenas 32.605 votos. Resultado pífio.

Mas o que diferenciou o primeiro turno do segundo?

A resposta não poderia ser outra: marketing agressivo.

Henrique tentou ligar Robinson Faria à governadora Rosalba Ciarlini, chegando a dizer que a vitória de Robinson seria mais "quatro anos de Rosalba. Ou coisa pior".

O resultado das urnas mostrou que Rosalba não está tão "mal das pernas" quanto Henrique quis dizer. As urnas mostraram o contrário: por mais que Henrique tenha ligado o vice-governador à governadora, tal estratégia não deu certo.

E fica uma pergunta: será que Rosalba está mesmo tão mal avaliada assim?