segunda-feira, 27 de abril de 2015

Visual de campanha afasta hipótese de crise financeira

Secretários, assessores e servidores vestem camisa da campanha "Meu Bairro Melhor" (Foto da Secom)
A Prefeitura de Mossoró, ao que parece, se livrou da crise que fez com que a equipe econômica da Prefeitura Municipal elaborasse decreto que visava a contenção de despesas. E tal constatação se percebe no material fotográfico divulgado pela Secretaria Municipal de Comunicação Social acerca do programa "Meu Bairro Melhor", que começou nesta segunda-feira no bairro Santa Delmira.

São placas, camisas e coletes que foram confeccionados para o programa. Para dar visibilidade à ação. Neste tipo de campanha, obviamente, se direcionou recurso público para que tais materiais fossem confeccionados. Em alguma gráfica, certamente. E o material, obviamente, não custou barato. Por baixo, o blog ousa dizer que talvez tenha sido direcionado algo em torno de R$ 100 mil.

Pode até ser pouco para uma Prefeitura do porte da de Mossoró. Mas qualquer gasto em tempos de crise se torna muito. Até porque se tinha um decreto que versava sobre corte de despesas adicionais, redução disso e daquilo.

E a leitura que se pode fazer é que, graças ao esforço da equipe econômica, a Prefeitura de Mossoró saiu da crise. Graças a Deus. Assim o cidadão pode ter a certeza de que não terá nenhuma suspensão em serviços básicos. Tampouco os servidores serão penalizados. Ou que possa haver algum problema de ordem financeira.

O programa "Meu Bairro Melhor" é uma iniciativa louvável. Obviamente seu objetivo é recuperar a imagem administrativa do prefeito, que está arranhada. E, saliente-se, que toda a estrutura do Município segue para algum bairro específico. E isso necessita, obviamente, de verba. E, assim sendo, só se faz isso se não houver crise financeira.

Ainda bem. Assim a Prefeitura poderá recuperar prédios públicos que estão caindo, como o Teatro Municipal Dix-huit Rosado. Afinal, o Mossoró Cidade Junina está bem perto. E não se terá muito tempo para embelezar o Corredor Cultural. Afinal, a Prefeitura não vai querer mostrar aos turistas o que Mossoró tem de pior, que é o desleixo com sua principal vitrine, que é a Avenida Rio Branco.

Praça da Saudade na mira de procurador

Quando alguém se refere à Praça da Saudade, o blog só lembra de uma série antiga, que é "O homem de seis milhões de dólares". Não pelo valor, mas pela particularidade do tema. Uma simples reforma resultou em investimento de quase meio milhão de reais. E tem gente que ainda acha que não se pode criticar ou questionar o que a Prefeitura de Mossoró fez.

O blog não está dizendo aqui que não se pode reformar praça. Mas direcionar quase R$ 500 mil, diga-se de passagem, deve ser questionado. E muito.

Tanto que o procurador da República Aécio Moraes Tarouco enxergou o mesmo e solicitou à Prefeitura de Mossoró cópias da documentação relacionada à obra.

Não se questiona aqui a reforma em si. E o que tem que ser explicado é o valor.

E alguém até pode dizer que não faz sentido o procurador solicitar informações sobre a obra porque ali não se investiu verba federal. E desde quando verba pública tem que ser só federal?

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O vento forte levou grito da cultura para longe

Por onde anda mesmo o movimento "Ventania"? Notícia divulgada pelo jornalista Carlos Santos, em seu blog, dá conta de que Diana Fontes se reuniu com o prefeito Francisco José Júnior (PSD) no dia 17 passado e assumirá a direção do espetáculo "Chuva de Bala no país de Mossoró". No ano passado o "Ventania" exigiu mudanças na Secretaria de Cultura., Pediu a cabeça do então secretário Gustavo Rosado e tentou emplacar a ideia de que a direção do espetáculo ficasse sob o comando de algum artista local. O prefeito, extraoficialmente, acatou a sugestão.

Mas parece que a força do vento parou nos cargos em comissão da Secretaria Municipal de Cultura. Um ano já se passou e não se vê mais a força das palavras, a qual marcou o ano passado. Inclusive com ameaça de que alguém subiria no palco do "Chuva de Bala" para protestar. E agora? As palavras, ao que parece, perderam-se no vento. E a ventania, obviamente, espalhou, de uma hora para outra, a mansidão pouco comum em uma cidade que costuma politizar tudo e todos.

O edital do Mossoró Cidade Junina ainda não foi concluído. Diga-se com relação ao resultado. Não se sabe qual empresa ganhará o certame. Embora se saiba que duas empresas estariam no páreo: a Gondim e Garcia e a KN, sendo a primeira de Tasso Garcia e a segunda, de Karume Nascimento. Esta segunda, inclusive, teria tido como sócio o hoje prefeito de Mossoró. O blog não vai ser leviano a ponto de afirmar que a sociedade ainda existe. É que simplesmente não se sabe.

Assim sendo, o Jornal Oficial do Município (JOM) trouxe, em sua edição quase recente, o reaprazamento da conclusão da licitação relacionada ao Mossoró Cidade Junina. Algo que seria concluído na segunda-feira (27/4) foi adiado para o dia 6 de maio.

E já se tem notícia de que Diana Fontes estaria agilizando ensaios, bem como a trilha sonora do espetáculo Chuva de Bala, já que Danilo Guanais não teria autorizado a apresentação de trabalho que fez para edições anteriores. Como o grupo Ventania não quis João Marcelino, será que vai se contentar com Diana Fontes? Será que alguns artistas vão arriscar seus empregos em comissão para gritar em nome da cultura?

Bom, o tempo dirá. Mas esse tempo será curto.

Veja mais sobre o assunto na edição dominical do Jornal de Fato.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

TV Câmara começa a funcionar

A TV Câmara começou a funcionar em fase experimental nesta quarta-feira, 22/04, a partir das 9h, com a transmissão ao vivo da sessão ordinária do Poder Legislativo.

Neste primeiro momento a TV Câmara funcionará no canal 12 da grade da TCM. As transmissões ao vivo das sessões e das audiências públicas serão realizadas durante toda a fase de testes. A TCM irá comunicar oficialmente a Anatel a instalação do novo canal e num período de 30 dias a TV Câmara entra no ar em caráter definitivo no canal 16.

A grade de programação da TV Câmara está sendo montada. As instalações físicas da emissora estão em fase de acabamento no andar térreo da Câmara Municipal onde estarão os estúdios e as salas com os equipamentos.


Na futura grade de programação, além das transmissões ao vivo estão previstos programas de entrevistas e de debates com participação dos vereadores.

Fonte: Assessoria

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Uern reduzirá mais de 40 mil de aluguéis

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN adotou uma política de redução dos seus custos administrativos com o objeto de assegurar a sua política acadêmica e para tanto vem reduzindo a quantidade de endereços alugados. Antes, a UERN contava como 14 (quatorze) endereços alugados e promoverá uma redução em mais da metade dos imóveis.

Através de uma gestão que buscou otimizar os espaços, utilizando como paradigma o alinhamento entre estruturas que devem estar coordenadas com as suas atividades fins, o ensino, pesquisa e extensão, a Instituição, com o diálogo junto à comunidade, unificou os endereços do Campus Avançado de Natal e do Complexo Cultural localizado na Zona Norte.

Além disso, o Conservatório de Música Dalva Stella Nogueira passou a funcionar dentro da estrutura do curso de Música, levando essa atividade para um ambiente acadêmico promovendo a integração entre o ensino e a extensão. A política de gestão dos espaços também passa pela unificação das residências universitárias. 


Com isso, a UERN passará a contar a partir julho de 2015 com apenas 06 (seis) endereços alugados, reduzindo uma despesa mensal que era de R$ 55.315,33 (cinquenta e cinco mil, trezentos e quinze reais e trinta e três centavos) para R$ 15.082,48 (quinze mil e oitenta e dois reais e quarenta e oito centavos).

Fonte: Agecom/Uern

PMM ultrapassa LRF em mais de R$ 8 mi

A Prefeitura de Mossoró está acima do limite prudencial e não poderá convocar nenhum aprovado em concurso público ou conceder reajuste salarial. Pelos números publicados no Jornal Oficial do Município (JOM), a folha de pessoal está consumindo 53,21% da arrecadação corrente líquida. 

Em números, dos R$ 461.459.408,91 da arrecadação corrente líquida, a Prefeitura de Mossoró usou R$ 245.522.881,21 na folha de pagamento, o que corresponde exatamente a 53,21%.

Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o limite prudencial, de R$ 236.728.676,77 (ou 51,30% da arrecadação) foi ultrapassado em R$ mais de R$ 8 milhões (é só fazer as contas: R$ 461.459.408,91 menos R$ 236.728.676,77).

Leia mais sobre o assunto na edição impressa do Jornal de Fato desta terça-feira.

Vem mais pesquisas por aí

Vem nova pesquisa pelas bandas de Mossoró. Os pesquisadores de determinado instituto já iniciaram a coleta de dados. E passaram, dia desses, pelo bairro Belo Horizonte. Uma das perguntas, talvez a principal, foi esta; "o senhor aprova quatro médicos na UPA?"

Bom, para bom entendedor, a pesquisa em questão teria sido contratada por algum aliado do prefeito Francisco José Júnior (PSD). Até porque não faz sentido se fazer este tipo de pergunta para obter, crê o blog, percentual positivo à aprovação da atual administração municipal.

Mais dia menos dia os números devem ser publicados em alguma mídia (impressa ou virtual). E não s enganem: a guerra dos números vai começar mais cedo do que se imagina.

Agora ficará a dúvida ou a pergunta: em qual acreditar?




Empresários querem lançar candidato a prefeito de Mossoró

Se o cenário político mossoroense permanecer o mesmo até setembro que vem, a tendência é que algo que está sendo discutido nos bastidores comece a ganhar corpo. O titular do blog ficou sabendo que seis empresários da cidade estavam quase certos de que apoiariam a postulação do ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), Josivan Barbosa de Menezes (PT), à Prefeitura de Mossoró em 2016. Mas ele aceitou convite feito pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD) e assumiu a Secretaria Municipal de Planejamento. Antes disso, ele era a bola da vez para contar com o respaldo de quem manda na economia local. Mas agora, entendem os empresários, Josivan foi "contaminado".

E o blog explica: quando se fala em contaminação, isso quer dizer que o ex-reitor da Ufersa não tem como mais desvincular seu nome da atual administração. A qual, para os empresários, está deixando a desejar. Em outras palavras: algo que o blog já disse: falta ação.

Assim sendo, e sem perspectivas de que algum nome novo surja, o grupo de empresários está decidido a enfrentar a peleja eleitoral de 2016. Para tanto, um deles precisa se filiar a algum partido político.

O blog conversou com um dos empresários no final de semana, mas não foi autorizado a falar em nomes.

A única coisa que se pode dizer é que o grupo vai esperar mais um pouco. Só um pouquinho. Coisa de dois ou três meses. Se a situação se inelegibilidade da ex-governadora Rosalba Ciarlini (sem partido) continuar, um deles vai se filiar até o final de setembro que vem. É que os empresários acham que Rosalba ganharia a eleição.

Como não se tem nenhuma definição, e os empresários não creem em agregação dos grupos políticos que atuam na cidade, a alternativa será uma candidatura da classe empresarial.

Para que a curiosidade não seja tão grande, o grupo é formado por empresários com atuação na área de petróleo, construção civil e outras. E, pelo que o blog ouviu, a conversa não é brincadeira.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Fafá Rosado e Cláudia não podem ser desconsideradas

Não se enganem: por mais que não tenham aparecido na pesquisa, as ex-prefeitas Fafá Rosado (ainda no PMDB) e Cláudia Regina (DEM) não podem ser descartadas totalmente. Fafá sabe perfeitamente que o momento é de introspecção e que não precisa sair alardeando qualquer projeto político. Faz o básico, até agora, que é ficar onde esteve e aguardar o tempo político passar. Na hora certa, porém, ela terá peso. E grande.

Cláudia Regina aguarda definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acerca de processos judiciais que por lá tramitam. Pode acontecer de tudo: ela voltar à Prefeitura, continuar afastada e, porém, com seus direitos políticos restaurados. E, pela movimentação que ela tem feito, esta segunda opção parece ser o objetivo de seus assessores jurídicos. Sim, porque voltar à Prefeitura seria, na visão do blog, desastroso politicamente para ela, já que não teria como recuperar o tempo perdido e não poderia fazer nada. Até porque o tempo administrativo é diferente co comum. Principalmente em ano eleitoral, quando tudo tem que "parar" em junho, quando as convenções partidárias acontecerão.

Assim sendo, ninguém em sã consciência poderia dizer que elas estão fora. Mesmo que Cláudia seja considerada inelegível, certamente ela terá participação nas eleições do próximo ano. Direta ou indiretamente.

Fafá, por exemplo, foi praticamente expulsa do grupo liderado pelo prefeito Francisco José Júnior. É que na campanha eleitoral de 2014, antes da eleição propriamente dita, ele havia garantido que apoiaria a reeleição do então deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), marido de Fafá. Isso para ter o apoio de Leonardo e de Fafá no pleito suplementar. Já eleito, o discurso do prefeito mudou e ele anunciou que seu candidato a deputado estadual seria o pai, ex-deputado Francisco José, que acabou ficando no meio do caminho por irregularidades constatadas na sua filiação partidária.

Fafá não teve outro caminho: foi candidata à Câmara Federal. Não obteve sucesso, Mas, mesmo assim, ficou em evidência.

Quando uma administração não está boa, como é a de Mossoró, o eleitor tende a fazer comparação com a mais próxima. Nesse caso, Fafá Rosado está em vantagem.

Obviamente que, indiscutivelmente, a ex-governadora Rosalba Ciarlini é a maior liderança de Mossoró. E Rosalba está em situação de espera. Também no TSE. É que tramita ação judicial pela inelegibilidade dela. Se Rosalba se livrar do processo, que é algo que seus advogados apostam, ela será um dos nomes para 2016. Embora seu projeto político seja para 2018.

Assim sendo, o blog volta a repetir o que já disse: uma chapa Rosalba/Fafá não está descartada. Bem como não se pode afastar a possibilidade de Rosalba apoiar Fafá Rosado. Até porque a ex-governadora sabe perfeitamente que pode confiar na ex-prefeita. As duas já caminharam juntas e a parceria foi positiva para Rosalba. Tanto em 2016 quanto em 2010.

Pesquisa mostra que Silveira não se reelegeria

Fonte: blog do BG. Clique para ampliar
É certo que está cedo para se levar com consideração, "de vera", qualquer pesquisa. A coisa ainda não é "pra valer". Mas os números não podem ser desconsiderados. A pesquisa publicada pelo Blog do BG sobre Mossoró deve ser, sim, analisada com a cautela que o tema merece. Não que se vá dizer que o prefeito Silveira Júnior (PSD) esteja na pior ou que não tenha como mudar o quadro. O certo é que a luz vermelha acendeu e o painel político indica que a situação dele não está boa.

Administrativamente falando, a pesquisa mostrou que o prefeito não tem conseguido fazer valer a máxima de sua campanha, "testado e aprovado", e caiu no quesito "gosto popular" de maio de 2014 para cá; Em menos de um ano, diga-se de passagem. São 77,9% de reprovação de seu governo. E isso, por si só, é uma clara evidência de que a "gestão canarinho" não está agradando.

fonte: blog do BG. Clique para ampliar

Hoje o blog do BG divulgou o restante da pesquisa realizada em Mossoró pelo Instituto Consult. Houve quem desmerecesse os números e desqualificasse a empresa. Apostaram no óbvio. E quem faz isso, sinceramente, não sabe aceitar crítica ou alguma evidência de que a coisa não está boa.

A segunda parte da pesquisa, desta vez a política, complementa a sondagem feita em 8 de abril passado, quando a Consult ouviu 500 pessoas em Mossoró. E alguém pode até dizer; "mas em um universo com mais de 200 mil habitantes, 500 não representa o todo." Ora, pesquisa é assim mesmo.

Seria impossível ouvir todo mundo. E é preciso ter um parâmetro, saindo de uma parte para o todo. Trata-se de uma projeção.

No quesito rejeição, o prefeito dispara. Aparece em primeiro lugar, com 22,8%. Depois dele vem Larissa Rosado, com 8,6%, Sandra Rosado (7,2%), Rosalba Ciarlini (6,2%), Cinquentinha (4,4%) e o ex-deputado federal Betinho Rosado (1,6%).

Assim sendo, se a eleição fosse hoje, o prefeito Silveira Júnior não estaria em boa situação. Perderia para a ex-governadora Rosalba Ciarlini (sem partido) e também para a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB). Na sondagem em que ele, Rosalba e Larissa aparecem, Silveira fica em terceiro lugar. Pelos números, Rosalba teria 29,6% %, Larissa Rosado com 21,6% e Silveira, 8,6%%.

19,6% dos entrevistados avisaram que não votariam em nenhum. 0,4% informaram que votariam em outro candidato e os que não souberam responder totalizaram 11,2%.

Mesmo assim, algo realmente merece ser questionado; como é que pode um prefeito que foi eleito com maioria significativa de votos em 4 de maio de 2014 e agora aparece em terceiro lugar? 

A resposta é bem óbvia: falta serviço. Falta mostrar serviços. Falta ação. Falta mais comunicação.

Enfim, falta a administração Silveira Júnior ser iniciada. Algo que ainda não aconteceu. A atual gestão não possui nenhuma obra com DNA próprio. O que é ruim. Além disso, contra a administração Silveira Júnior existe o fato de que nenhum prazo para alguma obra se concretizou. um exemplo é o Santuário de Santa Luzia, que ficou apenas no palavreado e, ao que parece, já se perdeu ao vento.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Silveira perde a guerra da Comunicação

O governador Robinson Faria (PSD) se pronunciou acerca da pesquisa que colocou o prefeito de Mossoró na lanterninha no quesito aprovação popular no Rio Grande do Norte. Francisco José Júnior (PSD) ficou, segundo a Consult, com o pior rendimento: 77,9% de reprovação. E o governador disse que o prefeito está sendo vítima de "perseguição".

Aonde está tal perseguição?

Em Mossoró é que não é. Por aqui o prefeito não tem oposição forte e sistemática. E explica-se: a ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) está quieta. A ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), igualmente quieta. A ex-governadora Rosalba Ciarlini (sem partido) não diz nada e a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), do mesmo modo.

E aonde (assim mesmo, de local incerto) está a perseguição?

O que se pode dizer é que o prefeito está perdendo a batalha para a comunicação. E mais: quem está fazendo Silveira ficar em desvantagem administrativa é a sua equipe. Assessores que concordam com tudo, que não orientam e não fazem o que devem fazer. Assessoria não é para enclausurar o assessorado. É para facilitar o acesso deste à imprensa, e vice-versa. Algo que não ocorre.

Com assessores, diretos e indiretos, rasgando elogios e utilizando todo tipo de adjetivo para desqualificar quem pensa o contrário, sinceramente, não voga mais. É prática antiga. Ultrapassada. Quem se debruça sobre tais comentários tem é vontade de rir. E a gaitada é grande quando se percebe que as explicações sobre a desaprovação é porque o prefeito é jovem e que muitos não querem o desenvolvimento de Mossoró. Mas aonde (de local incerto mesmo) está o desenvolvimento?

Deixem de bajular. Façam o que deve ser feito. E só. Assessor não é para "babar". Basta fazer o que deve ser feito.

Pequenos problemas que fazem a diferença

Qual o erro do prefeito Francisco José Júnior (PSD)? O que teria o levado a ficar com maior percentual de reprovação popular no Rio Grande do Norte? Ainda tem como recuperar? Como?

Bom, são várias as perguntas que tomam conta de grupos fechados do whatsApp. E as respostas, obviamente, são diversas.

O titular do blog não quer, aqui, dar uma de sabichão. Apenas discorrerá sobre algo comum e simples: falta ação. Silveira ganhou a eleição suplementar, em maio de 2014, com maioria significativa. E o eleitor apenas teria dado resposta ao que ele apresentou na administração interina. Mas o que se viu àquela época caiu por terra.

Antes o prefeito era acessível a todos. Mas depois que assumiu a titularidade do cargo, mudou totalmente. O blog já discorreu neste espaço sobre as mudanças. Algo que não é salutar a políticos em geral. Se o político se apresenta como uma pessoa e depois muda, isso implica em muita coisa. Negativa, diga-se de passagem. Os números da pesquisa Consult comprovam essa tese, já que Silveira apareceu com 77,9% de reprovação.

Depois de eleito, o prefeito se fechou em uma redoma. Somente seus assessores tinham acesso. E, talvez orientado por sua Comunicação, se fechou. A própria Comunicação travou algo que era salutar ao próprio prefeito. E, basta perguntar a qualquer repórter local, ainda teve o fato da inacessibilidade aos que fazem a própria Comunicação.

Daí, fácil dizer que o problema maior do prefeito está em uma área específica: na Comunicação.

Percebe-se claramente que a Prefeitura de Mossoró não está conseguindo se comunicar. E isso se percebe pela opção que se fez pelo uso maciço das redes sociais para divulgar ações da Prefeitura. Ora, não é todo mundo que tem acesso à Internet. É fato.

Além disso, a administração atual peca pelo break que imprimiu em algumas ações. Principalmente na manutenção de serviços. Várias obras estão paradas. Praças estão abandonadas. Ruas estão esburacadas e a sujeira avança na periferia. Sem falar que existem problemas em serviços essenciais, como a saúde.

Assessores do prefeito aludem que ele tem entregado benefícios contínuos à saúde. Se tais benefícios existem, certamente o povo não está tomando conhecimento. Vai ver que, por não ter acesso ás redes sociais, o cidadão comum que mora lá na periferia, não sabe o que realmente estaria acontecendo.

Hoje mesmo, por exemplo, os 14 médicos cubanos ameaçaram deixar Mossoró em virtude da suspensão do auxílio transporte. Profissionais que atuam na educação também estão sofrendo com a medida e, como são efetivos, terão que pagar para trabalhar. Ou simplesmente podem pedir para sair. 

São pequenas coisas que, quando atingem o bolso, se transformam em grandes. Assim como um pequeno buraco em determinada rua, se não for tampado, cresce e aparece.

Talvez por isso, por não conseguir estancar problemas iniciais, a equipe do prefeito tenha proporcionado, de certa maneira, que hoje Silveira seja comparado à ex-prefeita Micarla de Souza, de Natal.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Robinson Faria vê apenas o que interessa

Lendo o blog do colega Carlos  Santos, eis que tem uma declaração do governador Robinson Faria (PSD) acerca do alto percentual de reprovação do prefeito Francisco José Júnior (PSD). O governador disse que os números não refletem o que ele vê em Mossoró.

Ora, como o governador poderia ver alguma coisa em Mossoró se ele esteve por estas bandas, depois de eleito, apenas três vezes? O que o governador viu, certamente foi a mesmíssima coisa: problemas, problemas e problemas. "Esses números não combinam com o que vejo em Mossoró", afirmou o governador. Bom, se Robson enxerga outra coisa, certamente é algo a ser estudado.

E nem precisa, governador, de pesquisa qualitativa. Será jogar dinheiro fora. Em tempos de crise, não é de bom alvitre investir dinheiro em pesquisa para saber o que está certo e errado. Basta que algumas mudanças sejam feitas. E nem se fala em equipe, pois o prefeito já fez isso.

O que precisa mudar é a mentalidade da sua comunicação. Do prefeito. Diz-se, nas redes sociais (facebook e twitter) que o prefeito está fazendo muita coisa, que todo santo dia entrega benefícios à saúde e que não faz estardalhaço para entregar "salas vazias".

E é justamente isso que falta. Não precisa ser expert em comunicação para saber que a do prefeito tem falhado e insiste no erro.

Se bem que a metodologia utilizada pela comunicação do prefeito seja a de propagar bonanças administrativas e que estas sejam divulgadas por servidores comissionados, que utilizam suas contas pessoais nas redes sociais para defender ou apresentar o que não existe.

Governador, o senhor certamente circulou pelas ruas de Mossoró quando esteve por aqui nas três vezes que deu o ar de sua graça. Certamente passou por alguma rua e seu veículo sofreu algum solavanco. Certamente o senhor acompanha o que é divulgado na imprensa. E, cá para nós, governador, a coisa não está boa.

A comunicação do prefeito, senhor governador, deixou Silveira enclausurado e o que se divulga - na maioria das vezes, sai sem a versão da PMM. Algo que o jornalismo não aconselha, mas a informação tem que ser publicada. Usa-se termos chinfrins para definir a imprensa e isso, senhor governador, é danoso a quem quer ser mais que um prefeito interiorano.

Vamos falar abertamente, governador: o senhor acha mesmo que vindo a Mossoró três vezes e encontrando os mesmos problemas terá condição de dizer que sua visão sobre a cidade é diferente do que está na pesquisa?

Mas vai ver que o governador quer ver só o que interessa ao PSD. Afinal, seria diferente se Robinson dissesse que realmente Mossoró está cheia de buracos e que setores cruciais estão castigando o cidadão.

Ah, e ainda tem a história de que a gente só quer ver o que interessa... Assim sendo, o governador fez bem ao dizer que a pesquisa não reflete o que ele vê em Mossoró. Pois bem, governador: o que o senhor enxerga não é, certamente, o mesmo de quem mora na periferia e até mesmo nos chamados bairros nobres.

Consult aponta Silveira com 77,9% de reprovação

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O prefeito Francisco José Júnior (PSD), se quiser pensar em reeleição, terá que se desdobrar para recuperar a imagem de bom gestor. É que pesquisa realizada pelo instituto Consult o colocou como prefeito com pior índice de aprovação. Ou seja, Silveira lidera o ranking de administradores públicos municipais do Rio Grande do Norte com a mais alta taxa de reprovação.

Segundo os números divulgados no Blog do BG (veja aqui), o prefeito de Mossoró está com 77,9% de reprovação. O que implica dizer que, indiscutivelmente, Silveira Júnior deve rever posições administrativas e, acima de tudo, reverter o quadro negativo. Apenas 15,4% dos entrevistados são favoráveis à administração de Silveira e 6,7% não têm opinião formada.

Em ano pré-eleitoral, números do gênero representam péssimo sinal. Sinal de que a administração precisa ser repensada. As mudanças anunciadas pelo prefeito, ao que se evidencia, não surtiram efeito e o cidadão ainda não percebeu melhora ou não assimilou o modo Silveira de governar.

Os números evidenciam, ainda, algo que precisa ser digerido pelo prefeito: é preciso voltar à eleição suplementar para ganhar fôlego. Silveira foi eleito com maioria significativa nas eleições de maio de 2014. Seu principal jingle de campanha foi "Prefeito Testado e Aprovado". Algo que realmente, é bom que se diga, veio da gestão interina, na qual ele realmente fez um bom trabalho. Mas a qualidade deste caiu e o resultado não poderia ser outro, que não os números da pesquisa Consult.

Além disso, a ausência de obra de visibilidade ofuscam a gestão do prefeito de Mossoró. Não se tem a continuidade de serviços que possam garantir alguma projeção. A mais recente obra inaugurada por ele foi a reforma da Praça da Saudade. Algo que, de certo modo, não conseguiu alavancar a imagem de Silveira.

Sua equipe, agora, precisa correr contra o tempo. Afinal, este, o tempo, é o principal adversário do prefeito. Isso se ele quiser pensar em reeleição.

A Consult pesquisou municípios do Rio Grande do Norte. Em Areia Branca, por exemplo, a prefeita Luana Bruno (PMDB) está com 40% de aprovação e 48% de reprovação popular. Em Grossos, o prefeito José Maurício Filho (PMDB) é reprovado por 53,4% da população. É só ver no mapa parcial acima.

Reitor propõe parceria à gestão do Hospital Materno

O papel da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), no que diz respeito ao Hospital Materno Infantil que será construído em terreno do Campus Central – em Mossoró – pelo Governo do Estado e com recursos do programa “RN Sustentável”, será de provocar (no bom sentido) a gestão da saúde pública potiguar (estadual e municipal), no sentido de se definir o modelo de administração da unidade hospitalar.

Segundo o reitor Pedro Fernandes, trata-se de um tema que, definitivamente, deve ser tratado especificamente pelas Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Para ele, uma cidade do porte de Mossoró, que é vitrine para cerca de 70 municípios da região, não pode perder a oportunidade de dispor de um serviço que já se mostrou, e ainda se mostra, importante para a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, bem como para a própria região Oeste do Estado.

Sendo uma cidade-polo, Mossoró, na visão do reitor Pedro Fernandes, não pode – e nem deve – abrir mão do projeto que está inserido no programa RN Sustentável. E afirmou que caberá à Sesap ou à Secretaria Municipal de Saúde a gestão do Hospital Materno Infantil. Obviamente, disse o reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, que a unidade hospitalar contará com atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Para tanto, o reitor está fazendo a sua parte. Nesta semana que passou, Pedro Fernandes se reuniu com a secretária municipal de Saúde, Leodise Cruz, e tratou do tema. Embora preliminarmente, já que não se tem, ainda, cronograma anunciado à execução da obra, com prazos estabelecidos ao início dos serviços e sua conclusão.

O que se tem, de informação, é que o Governo do Estado lançou licitação à contratação de projetos arquitetônicos ao Hospital Materno Infantil. Na reunião, ocorrida na quarta-feira última, Pedro Fernandes falou em unificação de discursos, da Uern e Prefeitura, no sentido de que juntas possam levar à Secretaria Estadual de Saúde o mesmo interesse.

“A Uern é uma apoiadora e incentivadora. Estamos cedendo o terreno, mas compete aos órgãos (Sesap e SMS) a gestão do hospital”, comentou Pedro Fernandes, acrescentando que já conversou com o secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, sobre a possibilidade de discutir o tema com a Prefeitura de Mossoró. Primeiramente, frisou Pedro Fernandes, a discussão deverá girar em torno do cronograma. “É preciso esclarecer o cronograma da obra”. E continuou: “o município carece desse espaço e estamos trabalhando para que Mossoró não perca essa oportunidade”, afirmou.


Unidade comportará Serviços do Hospital da Mulher

A construção do Hospital Materno Infantil em Mossoró, via programa RN Sustentável, está orçada em R$ 100 milhões. A verba faz parte do pacote de pouco mais de R$ 1 bilhão (US$ 540 milhões), fruto de financiamento junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).

A ideia é dotar a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte de infraestrutura necessária à realização de partos (normais e cesáreos), bem como unidades para acolhimento de recém-nascidos com algum tipo de problema. Algo ampliado, em termos de serviços, no Hospital da Mulher.

A ideia de parceria envolvendo a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado se voltaria, pelas palavras do reitor Pedro Fernandes, à ampliação de algo já existente em Mossoró. É que o Hospital da Mulher, custeado pelo Governo do Estado, representa elevado gasto com sua manutenção, pagamento da equipe médica e de enfermeiros, bem como de equipe de suporte, além do aluguel do prédio. Com o Hospital Materno Infantil, os serviços serão transferidos para o Campus Central da Uern.

Além disso, a unidade hospitalar serviria como eixo às aulas teóricas e práticas dos cursos que se voltam à área da saúde (Medicina, Enfermagem, Serviço Social e Educação Física) para que os universitários possam ter maior contato com suas futuras profissões. Daí o reitor Pedro Fernandes enfatizar a importância, ao presente e futuro, das atividades de ensino, pesquisa e extensão no Hospital Materno Infantil.



SMS: possibilidade de assumir gestão não está descartada

O discurso unificado entre a Prefeitura de Mossoró e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), para a secretária municipal de Saúde, Leodise Cruz, se volta a um acordo de levar a discussão da implantação do Hospital Materno Infantil, que será construído com recursos do RN Sustentável, ao secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca.

As duas instituições querem discutir o pleito com o secretário, falando da importância em Mossoró ter um hospital dessa natureza, que poderá atender pacientes de Mossoró e região Oeste. No caso, a Universidade entra com a cessão do terreno, situado no campus central, e o Município quer saber em que pode ajudar o Estado na manutenção funcional ou estrutural da unidade.

Para Leodise Cruz, a implantação do Hospital materno Infantil representa o preenchimento de uma lacuna ainda existente em Mossoró e região. “A implantação dessa unidade ampliará o atendimento em Mossoró e região, também auxiliando o Hospital Maternidade Almeida Castro e o Hospital da Mulher na realização de partos e cuidados com a mulher e o bebê, seja no método Canguru, Rede Cegonha e outros projetos nessa área”, disse Leodise Cruz.

Perguntada sobre a possibilidade da Prefeitura de Mossoró ser a gestora do Hospital Materno Infantil, a secretária municipal de Saúde respondeu que esse é um dos temas que serão discutidos com o secretário estadual de Saúde. Leodise Cruz enfatizou que na reunião realizada na quarta-feira o assunto foi discutido por alto e ficou decidido que ela e o reitor da Uern irão tratar do assunto com o secretário estadual de Saúde. Administrar o Hospital Materno Infantil, enfatizou a secretária, é uma proposta que não está descartada.

Leodise Cruz também enfatizou que a Secretaria Municipal de Saúde quer colaborar com a manutenção do hospital, assim como a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Mas frisou que a construção da unidade, com recursos do programa RN Sustentável, é tarefa do Governo do Estado.

Caso a parceria tenha continuidade, a ideia praticamente tiraria do Orçamento Geral do Município a proposta de construção ou aquisição de prédio ao funcionamento de um Hospital Municipal. Até porque o volume de recursos que consta do OGM, de R$ 5 milhões, são insuficientes para se pensar em construção e também aquisição de equipamentos.


sábado, 11 de abril de 2015

A fome do PMDB

A ordem natural das coisas políticas, definitivamente, mudou. O PMDB, de coadjuvante no cenário nacional, passou a ditar as regras do jogo, deixando meio mundo de gente estarrecido com a desenvoltura de sua fome pelo poder.

De 2010 - quando chegou à vice-presidência com Michel Temer - para cá muita coisa mudou. De "pau mandado" passou a mandar. E ai de quem não seguir, cumprir ou atender o que a legenda quer. Que o diga a presidente Dilma Rousseff (PT).

Depois daquele programa de TV, no qual os peemedebistas de "peso" apareceram e alardearam que seriam o "futuro" do Brasil, que isso e aquilo. Isso em 26 de fevereiro que passou

Dessa data para cá, o que se viu foi que realmente alguma coisa mudou. E para pior. Especificamente para o País, que se viu praticamente dividido entre ricos e pobres, entre esquerda e direita. Como se o discurso de esquerda e direita ainda tivesse como ser praticado.

Como se o PMDB, hoje, não fosse atrelado à política esquerdista e como se o PT não fosse, do mesmo modo, obrigado a mudar o discurso de transformação social. Do dia 26 de fevereiro para cá, o que se tem percebido é que muito do que acontece na política brasileira teria o dedo do PMDB.

Não fosse assim, não faria sentido algum a presidente Dilma Rousseff extinguir a Secretaria de Articulação Política, que tem o objetivo de estreitar o diálogo entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, e entregar a função, bem como todos os poderes, ao vice-presidente Michel Temer.

Assim como também não faria sentido Dilma resolver, de boa vontade ou não, abrir mais espaços aos peemedebistas no Governo. Entende-se perfeitamente que o que está em jogo não seria apenas o fato de se ter dois discursos de Dilma: um na campanha e outro depois que foi reeleita.

O que está em jogo não é a tentativa dos tucanos de propagar o defenestrável terceiro turno. O que se discute aqui é que o governo do PT está sendo estraçalhado por um aliado que quer o óbvio: poder. Nem que para isso ponha o próprio governo na contramão da história e pressione, com toda a sua força política (algo que realmente o PMDB tem, já que comanda a Câmara Federal e o Senado), para fazer valer o óbvio: quer mais e mais.


A fome dos peemedebistas já está mais do que evidente. E parece que não tem cargo nenhum que possa saciá-la. Ao que se configura, somente o posto de presidente da República poderá acabar – se é que existe esse verbete para os peemedebistas – com a animosidade que se percebe em pronunciamentos dos parlamentares, seja na Câmara Federal ou no Senado, da base aliada da presidente Dilma Rousseff.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

ProJovem Campo seleciona professores

O Programa Nacional de Inclusão de Jovens – ProJovem Campo – Saberes da Terra, no Município de Mossoró, é instituído pelo Governo Federal e executado pela Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal da Educação.

A seleção dos profissionais está sendo realizada através do edital nº 01/2015 de Seleção Simplificada para contratação temporária pela Fundação Assistencial Mãe Aninha de Albuquerque, mediante convênio ou contrato firmado com a Prefeitura de Mossoró, para o aporte de recursos financeiros para a execução do programa, inclusive a contratação dos candidatos.

O edital está disponibilizando 4 vagas para professores ou educadores de ensino fundamental de linguagem, códigos e suas tecnologias; 04 vagas para professores ou educadores de ciências humanas; 04 vagas para professores ou educadores de ciências da natureza e matemática; 04 vagas para professores ou educadores de qualificação profissional social; 08 vagas para professores ou educadores das salas de acolhimento; e 02 vagas para coordenadores de turma.

Para os cargos de Professor da Educação Básica, Qualificação Profissional, Coordenador de Turma e Educador de Salas de Acolhimento, o processo seletivo será realizado através de  análise de currículo e entrevista.

A inscrição deverá ser efetuada no período de 9 a 13 de abril de 2015, na Secretaria Municipal da Educação, no Setor de Formação Continuada, nos horários de 8h às 12h e de 14h às 17h. O valor da taxa de inscrição é de R$ 55,00 para o cargo de Coordenador de turma, R$ 50,00 para os cargos de professores e R$ 35,00 para o cargo de educadores das salas de acolhimento e deverá ser realizado através de transferência e/ou documento identificador através do BANCO DO BRASIL, agencia 99-X, na conta corrente: 32.662-3 (Fundação Assistencial Mãe Aninha de Albuquerque).


O edital pode ser conferido na íntegra na Secretaria Municipal da Educação e outras informações podem ser adquiridas com a coordenadora do ProJovem Campo – Saberes da Terra, Iara Canuto, no telefone 3315-4947.

Fonte: Secom/PMM

terça-feira, 7 de abril de 2015

RN Sustentável abre licitação para Hospital Materno-Infantil

O programa RN Sustentável, que está sendo desenvolvido pelo Governo do Estado com financiamento do Banco Mundial, já iniciou o processo licitatório para a contratação dos projetos de engenharia e arquitetônico do Hospital/Ensino Materno-Infantil de Mossoró, que será construído no Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN).

A informação foi dada nesta segunda-feira, 06, pela gerente do RN, Ana Pêta, que representa a Secretaria Estadual de Saúde Pública, durante audiência do reitor Pedro Fernandes com o Secretário Estadual de Saúde, Ricardo Lagreca.

Destacando que o Hospital Materno-Infantil é a obra mais representativa da saúde no RN Sustentável, Ana Pêta esclareceu que estão sendo feitas as especificações do projeto como quantidade de médicos e enfermeiros e serviços que serão ofertados, entre eles: Casa da Gestante; alojamentos, Banco de Leite e outros. O Hospital, que será construído dentro dos moldes do Ministério da Saúde, contará com 130 leitos, sendo 30 de UTI (neo-natal, pediátrico e adulto) e será referência para Mossoró e regiões do Vale do Açu e Oeste.

"É uma obra de R$ 17 milhões e a maior do RN Sustentável na saúde", confirma o secretário de Saúde, Ricardo Lagreca, para quem o Hospital fará uma transformação em termos de assistência, oferecendo cidadania com tratamento humanizado. "Na hora em que o Hospital estiver atendendo bem, a Universidade estará ensinando bem", completa o secretário. Na crise materno-infantil pública e privada, o novo Hospital de Mossoró será o melhor do Estado porque contará com estrutrura física e equipamentos modernos e terá capacitação e ensino.

O Hospital servirá de campo de estágio para os alunos de Medicina, Enfermagem, Serviço Social e Educação Física, além da qualificação dos profissionais, através das residências médicas já ofertadas pela UERN nas áreas de Pedriatria, Ginecologia e Obstetrícia.

Para o reitor Pedro Fernandes, a graduação e a pós-graduação na UERN estarão integradas à assistência ao cidadão. A concepção do Hospital é prestar atendimento à população e fortalecer a formação dos novos profissionais na Universidade, possibilitando condições dos egressos a permanecerem na região em virtude das residências médicas e, ainda, pela qualidade dos serviços de saúde que o Hospital ofertará.

O reitor Pedro Fernandes solicitou audiência com o prefeito Francisco José Júnior e secretária de Saúde de Mossoró, Leodise Cruz, para propor parceria para o Hospital Materno-Infantil. Ele entende que UERN, Estado e Município, com o apoio do Banco Mundial, poderão promover avanços significativos na saúde pública do RN com o novo Hospital.

O Hospital/Ensino Materno-Infantil de Mossoró também terá como diferencial a atenção humanizada ao aborto (entre os leitos obstétricos) e atendimento aos casos de violência sexual.

Fonte: Agecom/Uern

Poço de Melancias entra em funcionamento

Assegurar água de qualidade e em abundância e a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos hídricos são algumas das medidas da municipalidade, através da Secretaria Municipal de Agricultura e dos Recursos Hídricos (SEMARH), para estabelecer e fortalecer o homem do campo.

Seguindo o cronograma de ações para garantir a água para o consumo humano, animal e na produção, foi encerrado na semana passada o serviço de instalação e iniciada a operacionalização do poço profundo encravado na comunidade rural de Melancias. O investimento beneficiará, além da própria comunidade, o projeto de assentamento Melancias e as localidades de Sussuarana e do Carmo.  

Para o secretário da Semarh, Rondinelli Carlos, o abastecimento satisfatório de água à população é uma das principais bandeiras de trabalho do Poder Municipal. “É essencial garantir que os recursos hídricos cheguem as residências e aos campos produtivos, para assegurar a qualidade de vida ao homem do campo”, disse o secretário. 


Aos moradores e investidores rurais, a Semarh disponibiliza o seguinte contato (84) 3315-5180, de segunda a sexta-feira, de 7h às 17h, para esclarecimento de dúvidas e sugestões. 

Fonte: Secom/PMM  

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Tese da culpa para o impeachment?

No afã de se mostrar politizada, muita gente incorre em erro. Aliás, não é de agora. E tudo por conta da existência, ou não, de elementos que possam levar ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Uns dizem que tais elementos jurídicos existem. Outros, que é delírio da oposição pensar em tirar Dilma do cargo para o qual se reelegeu ano passado.

O tema, diga-se de passagem, é oportuno. E faz, ao menos em quem tem interesse sobre o assunto, abrir um leque acerca do que seria o dolo e sobre o que seria a culpa. Como o blog já disse em postagens anteriores, não é do ramo do Direito para discutir temas tão ligados à área. Mas uma coisa é de se dizer: quem quer discutir o tema deve, necessariamente, pesquisar. E pesquisando se encontra algo necessário ao debate.

Assim sendo, não se poderia dizer que a presidente Dilma Rousseff queria que sua administração, a primeira, sequenciasse algo que seu antecessor não corrigiu. E se a corrupção aconteceu, oi foi sequenciada, não seria culpa dela. Ela não teria o intuito de prejudicar, ainda mais, o Brasil. E a tese do dolo (que pode ser explicado aqui quando alguém faz algo com a intenção) cai por terra. Ninguém, em sã consciência, poderia afirmar que o escândalo que afeta a maior empresa estatal brasileira teria sido proposital ou incentivo da presidente.

Por outro lado, não se pode fugir de algo comum aos administradores. Exemplificando: quando algum auxiliar comete algum deslize administrativo e tal deslize beira à corrupção ou dano ao patrimônio público, o gestor tem o dever moral e a obrigação de puni-lo. Se não o fizer, poderá ser acusado de cúmplice. Ou que apadrinhou tal desfeito. E, como tal, poderá ser penalizado da mesma maneira. É como se algum pai soubesse de algum desvio do filho e não aplicasse, ao menos, uma punição moral.

Isto posto, o blog encontrou um parecer interessante que se enquadra em tal afirmação. E, do mesmo modo, encontrou alguém que desconstruiu a tese de que haveriam elementos jurídicos ao impedimento de Dilma.

Assim, a conclusão a que se chega é que o Direito é repleto de nuances que podem, dependendo de quem o analise, apresentar aspectos que atendam determinadas visões.

O blog encontrou parecer de Ives Gandra da Silva Martins, advogado, no jornal Folha de São Paulo, edição online de 3 de fevereiro que passou, e o coloca aqui o link para que os leitores deste espaço possam fazer a avaliação que achar necessária e conveniente. Bem como está aqui a opinião do também advogado Dalmo de Abreu Dallari, que contraria a tese de Gandra.

Boa leitura e boa interpretação.