terça-feira, 25 de setembro de 2012

Força do Povo pedirá investigação sobre programa eleitoral de Larissa Rosado


A coligação Força do Povo vai entrar amanhã na Justiça Eleitoral com um pedido de investigação (notícia-crime) sobre vídeos exibidos no programa eleitoral da coligação Mossoró Mais Feliz, da candidata a prefeita de Mossoró, Larissa Rosado (PSB), nessa segunda-feira, que faz acusações caluniosas contra a candidata Cláudia Regina (DEM).

O programa atribui à campanha da democrata - através de vídeos cujas falas foram notadamente editadas e com diálogos cortados e truncados - planejamento de ações “violentas” e “difamatórias” contra a oposicionista, numa clara tentativa de criar situações inverídicas que afetem a campanha limpa e positiva que Cláudia vem realizando em Mossoró.

A assessoria jurídica da Força do Povo entende que a candidata Larissa Rosado cometeu crime eleitoral ao usar gravações truncadas para simular conduta ilícita da campanha da candidata democrata. Além da notícia crime, duas pessoas acusadas na propaganda também darão entrada em duas queixas-crime contra Larissa Rosado.

FICHA LIMPA
Os mais de trintas anos de vida pública são suficientes para comprovar o perfil político e humano da candidata Cláudia Regina, conhecida pelos mossoroenses por suas ações em prol da cidade durante todo este tempo, sem ter vivido situações que manchassem a sua imagem pública.

Desde o início, Cláudia tem feito uma campanha de propostas, mas também de esclarecimento à sociedade sobre fatos que envergonharam os mossoroenses, promovidos pessoas de um grupo político adversário, e que não merecem se repetir.

A certeza é que, diante do crescimento do apoio popular à Cláudia, a oposição optou pela baixaria e sensacionalismo, tentando, a todo custo, criar factóides que consigam frear o crescimento da candidata na campanha eleitoral.

RESPOSTA
No programa eleitoral de amanhã da coligação Força do Povo, será exibida a versão verdadeira dos fatos, contada pelas pessoas acusadas no programa eleitoral de Larissa Rosado.

O programa da oposicionista cometeu crimes contra a liberdade de expressão, primeiro ao se utilizar de imagens obtidas de forma ilegal e sem o consentimento das pessoas, bem como não deu o direito de defesa na mesma peça jornalística às pessoas “acusadas”.

Continuaremos fazendo uma campanha limpa, baseada no respeito ao cidadão e na certeza de que construiremos juntos uma Mossoró para Todos.

Fonte: Asseria de Imprensa da Coligação Força do Povo

O que se diz...

Já foi dito aqui neste espaço que a candidata vencedora será aquela que conciliar o discurso relacionado ao que se diz e ao que se vê. Pelo nível que se encontra a campanha eleitoral mossoroense, é preciso que se faça essa leitura. Não adianta pestanejar, apelar para discursos emocionais: a bola da vez se volta à realidade. O eleitor cansou de argumentos e factóides mirabolantes. Uma campanha eleitoral se faz com seriedade, ética e, acima de tudo, respeito ao adversário. Afinal, o que está em jogo não é apenas um projeto político. É o destino de quase 300 mil habitantes.

Esse preâmbulo todo é para comentar acerca do programa eleitoral gratuito veiculado ontem pela candidata Larissa Rosado (PSB), que disputa a Prefeitura de Mossoró pela coligação "Frente Popular Mossoró mais Feliz". Seu marketing apresentou algo realmente grave: o uso de imagens captadas ilegalmente e que foi motivo de críticas pelo mesmo grupo agora. Ou seja: quando o "fato" atinge eles, o que é feito deve ser sempre desconsiderado, rejeitado e aético. Quando é para atingir, tudo vale à pena "se a alma não é pequena".

O que se viu ontem beira ao mais puro desespero político. Criou-se um programa para alardear "ameaça de morte", como manchetou hoje o jornal pertencente à candidata Larissa Rosado. Mas a ameaça foi para quem? Para a candidata? Para militantes? A quem se quer matar? Como? Onde? Por quê?

O programa eleitoral não diz. A frase que deixou no ar essa ameaça foi "... lá pra matar". Ora, qualquer cidadão em, sã consciência poderia raciocinar que essa é uma expressão que é usual na linguagem simples. "... Lá pra matar de rir", "... Lá pra matar a sede", "... Lá pra matar a fome", "... Lá pra matar a saudade", e por aí vai.

Agora, o que se entende é que, como a oposição se apropriou do termo "Lá", ninguém pode mais fazer uso dessa palavra.

Quando o blog apregoa o discurso afinado entre o que se diz e o que se vê, é justamente nesse sentido. O que se diz é que a candidata Larissa Rosado praticamente está eleita e que fará uma administração limpa e sem a presença de nenhum ficha suja na sua gestão. O que se vê não mostra uma vitória certa. O que se vê é que existe uma campanha apertada. O que se vê é que a candidata da oposição realmente começou bem na frente, mas que foi perdendo espaços por insistir em um modelo político já manjado e, agora, o tal programa confirmou o que se vê: Larissa Rosado deixa entender que foi ultrapassada pela adversária.

Em uma campanha eleitoral, quem tem que criar fatos novos é quem está perdendo. Quem está atrás. Se Larissa estivesse realmente com 10% de maioria, seu marketing não precisava recorrer ao que se entende como agressão ao eleitor. Sim, porque quem assiste a programa eleitoral gratuito quer ver propostas.

Como a campanha oposicionista afirmou que as gravações clandestinas foram enviadas para a Justiça Eleitoral, que providências sejam tomadas realmente. Que os fatos sejam esclarecidos e que as urnas, em 7 de outubro, falem quem realmente merece governar uma cidade batalhadora e que se orgulha de seus filhos. Que se orgulha do seu crescimento e da vontade de sempre conquistar mais e mais. Essa é a Mossoró que o blogueiro decidiu morar, viver. É a cidade que, independente de quem seja a próxima prefeita, continuará com seu espírito de luta e de liberdade sempre em evidência. É a Mossoró que conhecemos. É a Mossoró, realmente, para todos, mesmo que alguns não reconheçam seus avanços e conquistas.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Servidora busca na Justiça a efetivação de seus direitos


Ao se aposentar, o cidadão espera desfrutar do dinheiro acumulado ao longo de sua vida profissional, fruto dos descontos mensais feitos em seu salário e que vão para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além de contar com renda da aposentadoria para suprir as necessidades do dia a dia. Mas não foi isso o que aconteceu com a técnica de enfermagem Maria Marta Canuto de Holanda.

Ela trabalhou 28 anos na Casa de Saúde Dix-sept Rosado, dos quais 25 foram de carteira assinada. Dos 25 anos trabalhados, o acumulado do FGTS é pouco mais de R$ 6 mil. Para completar a situação, o tempo de serviço trabalhado rendeu pouco mais de R$ 1 mil. Se o quadro estava ruim, ficou pior: é que em 2010, ela requereu aposentadoria, que foi negada pelo Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), que alegou como impedimento uma dívida previdenciária por parte da empresa.
Marta Canuto, que não pôde sacar o FGTS devido inadimplência
da Casa de Saúde Dix-sept Rosado

De 2010 para cá, ela tem feito visitas constantes à direção da Casa de Saúde Dix-sept Rosado para saber como ficará sua situação no que diz respeito ao FGTS e às suas contas. A aposentadoria foi conquistada via judicial e agora ela tenta, também na Justiça, receber os meses passados. Ela recebia pouco mais de R$ 800,00 de salário e se aposentou com ganho mensal de um salário mínimo.

“Nunca fui desempregada e nunca saí da Casa de Saúde. Procurei o INSS e disse que iria procurar advogado. E eles disseram que eu poderia ir, que era um direito meu”, comentou a mulher, acrescentando que a direção da Casa de Saúde Dix-sept Rosado tem afirmado que não tem débito junto ao INSS. “Jamais esperava isso. Aposentadoria é um direito que me assiste.”

Marta Canuto informou que, quando obteve resposta negativa do INSS, retornou ao antigo ambiente de trabalho para obter uma posição. “Mas eles alegaram que estava tudo em dia e que tudo havia sido pago e não devia nada ao INSS”, disse.

O pesadelo de Marta Canuto começou em junho de 2010, quando entrou de férias. No dia 25 daquele mês, recebeu uma convocação da diretoria da Casa de Saúde Dix-sept Rosado. Disse que foi informada que a carta de sua aposentadoria havia chegado e que, a partir daquela data, ela não fazia mais parte do quadro de funcionários. “Disseram que eu não poderia mais trabalhar e que eu estava dispensada. Pedi, depois, o que me era de direito. Somaram tudo e deu o total de R$ 1.369,25 por 25 anos trabalhados. Eu disse só isso? E disseram que era o direito que eu tinha.”

‘Faço apelo para Lahyre Rosado pagar o meu dinheiro’
Diante da resposta relacionada ao pagamento de suas contas por 25 anos de serviços prestados, Maria Marta Canuto de Holanda perguntou pelo FGTS e foi informada que a Casa de Saúde Dix-sept Rosado tinha “colocado um pouquinho”. “Disseram que se eu quisesse sacar, só tinha R$ 6.860,02. Esse valor é tudo atraso que a Casa não pagou o meu FGTS”, disse, mostrando o comprovante obtido na Caixa Econômica Federal.
No extrato do FGTS por 25 anos trabalhados: o depósito de pouco mais de R$ 6 mil
“Falaram que se eu quisesse sacar, era isso. Se eu esperasse, que quando ele puderem, depositariam. Mas que iria demorar”, comentou, acrescentando que falou com André Néo (diretor) e Vânia Bolão. “Sei que André Néo não tem autonomia e eu disse isso a ele. Ele falou que, quando a Hemodiálise fizesse o repasse, eles iriam me chamar e pagariam a minha rescisão. Tem a minha rescisão e de pessoas de 2010. Falei com André Néo em agosto.”

O certo é que a situação de Marta Canuto segue sem definição. Desde que se aposentou, ela ainda não recebeu seus direitos e aguarda decisão da Justiça acerca dos valores reais de sua aposentadoria, bem como o depósito do FGTS, cujo dinheiro ela pretende comprar uma casa e abrir uma lanchonete para a filha cuidar. “Faço apelo a Lahyre Rosado para que ele pague o meu dinheiro. Não tenho nada a ver com política. Tive dois direitos negados: aposentadoria e o FGTS”, afirmou.

 Sindicato afirma que Casa de Saúde descumpre acordos
O Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais Particulares de Mossoró (SINTRAPAM) afirmou que a situação dos empregados da Casa de Saúde Dix-sept Rosado, mantida pela Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), é delicada. O presidente da entidade, Luiz Avelino, afirmou que existem diversos casos de pessoas que pleitearam aposentadoria e que aguardam quitação de débitos previdenciários para se aposentarem. Disse ainda que não é de hoje que se tem problemas relacionados ao INSS e ao depósito correspondente ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

“Temos conhecimento de três pessoas que se aposentaram e só tinha depositado R$ 6 mil”, afirmou Luiz Avelino. Entre essas três pessoas está Marta Canuto. O presidente do Sintrapham informou que a diretoria da Casa de Saúde Dix-sept Rosado vem descumprindo todos os Termos de Ajustamento de Conduta (TAC’s) e que o sindicato tem orientado para que os servidores procurem a Justiça.

O problema não é de agora e, segundo Luiz Avelino, uma ação do Ministério Público está para ser julgada agora em outubro e diz respeito ao atraso do repasse dos encargos sociais ao INSS e à Caixa Econômica Federal – para o FGTS. “Eles firmaram diversos TAC’s, mas só pagam dois ou três meses e o resto do ano fica em aberto. A empresa desconta do salário dos funcionários, mas não faz o devido repasse”, disse.

Avelino acrescentou que na época da ação, o Ministério Público pediu o afastamento da diretoria da Casa de Saúde Dix-sept Rosado, que fez empréstimo para colocar o pagamento em dia, mas os encargos sociais não foram atendidos e cerca de 280 servidores continuam sendo prejudicados.

Na reunião relacionada ao julgamento da ação – prevista para outubro – Luiz Avelino disse que a diretoria da Casa de Saúde Dix-sept Rosado tem que levar uma planilha de pagamento. “Eles devem apresentar um cronograma e esperamos que tudo isso se resolva, pois esse problema não é de agora. O Sindicato existe há 10 anos e em 2002 eles assinaram um TAC que não foi cumprido”, afirmou.

Diante desse quadro de indefinição relacionada à aposentadoria e ao saque do FGTS, o presidente do Sintrapam disse que muitos servidores se desligaram da Casa de Saúde Dix-sept Rosado. De janeiro deste ano para cá, cerca de 70 profissionais pediram desligamento.

Diretor alega que instituições devem pagar e cobrar dívida
 O entendimento do diretor da Casa de Saúde Dix-sept Rosado, André Néo, é de que nenhum funcionário tem prejuízo ao requerer a aposentadoria, mesmo que a empresa esteja em débito junto ao Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). Segundo ele, a aposentadoria pode ser pleiteada por via direta ou indireta. Na primeira, o cidadão não precisa se estressar e passar meses esperando que obtenha seu direito. 

Já na segunda opção, é preciso constituir advogado e brigar na Justiça para conquistar algo que já lhe pertence. Para André Néo, o órgão federal não pode se esquivar de conceder esse direito ao servidor, já que existe compromisso de parcelamento de débitos.

“Tenho certidão positiva com efeito negativo. Se existe débito, está sendo reparcelado. Estamos adimplentes, pois temos essa certidão”, afirmou, acrescentando que qualquer empresa é passível de deixar de repassar encargos sociais já descontados no salário do funcionário, embora reconheça que não é um ato legal. “Pode acontecer, mas isso não cria ônus para a instituição, que pode cobrar o pagamento dos encargos da empresa”, afirmou.

Com relação à ação que tramita no Ministério do Trabalho e que será apreciada agora em outubro, o diretor da Casa de Saúde Dix-sept Rosado comentou que a Justiça deve pedir documentos que comprovem o parcelamento dos débitos. Ele voltou a dizer que as certidões positivas com efeitos negativos concedidos à Casa de Saúde mostram que existe regularidade. “Na hora que tenho a certidão positiva com efeito negativo, o ônus é para a instituição que a concedeu”, afirmou.

Nesse sentido, ele foi claro ao afirmar que tanto o INSS quanto a Caixa Econômica Federal não podem negar aposentadoria ou o saque do FGTS de nenhum servidor que venha a se aposentar. Para ele, se existe o interesse da empresa no reparcelamento dos débitos e se tem documento comprovando essa medida, as instituições não devem se recusar a atender ao servidor.

No caso do saque do FGTS na Caixa Econômica Federal, ele disse que o servidor que se aposentar deveria poder sacar o que existe na conta, bem como a projeção total do direito garantido ao funcionário pelos anos trabalhados antes da aposentadoria, cujos valores foram descontados em seus salários. André Néo deixou entender que o saque do FGTS deveria ser integral e que a Caixa Econômica deveria cobrar o ressarcimento desses valores à Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

Fonte: Jornal de Fato

Larissa 'deletou' Casa de Saúde de sua vida

O marketing da candidata Larissa Rosado (PSB), definitivamente, tratou de fazer "lavagem cerebral" nela para que todo o seu passado fosse esquecido. No debate promovido pela TCM, domingo à noite, Larissa foi instigada pela sua adversária mais direta, a candidata democrata Cláudia Regina, acerca da maneira como ela trataria a Prefeitura Municipal e a cidade em si, com quase 300 mil habitantes, se os funcionários da Casa de Saúde Dix-sept Rosado enfrentavam problemas diversos, do atraso de pagamento à inadimplência de encargos sociais.

Larissa não respondeu e afirmou que a Casa de Saúde não pertencia à sua família.

Ora, isso é querer chamar o eleitor e a população de burros. Todo mundo sabe que a Casa de Saúde Dix-sept Rosado é controlada pela família de Larissa. Todo mundo sabe que Larissa foi diretora da Casa. Inclusive isso consta na home page de sua campanha (www.larissa40.com). A candidata do PSB também foi diretora do Jornal O Mossoroense. Também de sua família.

Se a Casa de Sáude Dix-sept Rosado não é controlada por sua família, significa que o complexo hospitalar mantido pela Apamim (controlada há décadas pelo sandrismo) foi vendida. Agora a pergunta: vendeu a quem? Por quanto? Por quê esconder o passado? Por quê insistir em algo que não é procedente?

Resposta simples e única para todas as perguntas: mexe no calo de Larissa.

O blog não queria enveredar por esse caminho, mas, diante da amnésia da candidata do PSB, é preciso relembrar o que ela esqueceu momentaneamente: a Casa de Saúde Dix-sept Rosado, há décadas, enfrenta problemas de ordem administrativa. O salário dos servidores está em dia somente devido à campanha. Quando o período eleitoral passar, será que eles manterão essa postura?

Por quê o INSS e o FGTS dos servidores não estão sendo recolhidos? Para se aposentar, o servidor deve procurar a Justiça.

É dessa comparação que a candidata da oposição deixa entender que teme. Que haja ligação entre o seu passado administrativo com o futuro que ela agora apregoa, de cuidar das pessoas. É justamente esse fator que impede que ela assuma a condição de proprietária da Casa de Saúde Dix-sept Rosado. É que o empreendimento de saúde pertence à sua família. Por via de regra e pela lógica, ela também é dona. Renegar é sem sentido. Ao menos que se tenha uma explicação para tanto. E existe: chegar à Prefeitura de Mossoró.

Em outro momento do debate, a candidata Larissa Rosado foi obrigada a "desdizer" o que vinha afirmando nos quatro cantos da cidade: que iria sanear Mossoró 100%. É impossível sanear uma cidade totalmente. A menos que não se queira o seu desenvolvimento. E foi nesse sentido que a candidata Cláudia Regina tratou de "matar" o discurso da sua adversária, obrigando Larissa a dizer que saneará "mais de 90%".

Diante disso, percebe-se que o discurso da candidata da oposição se molda devido às circunstâncias. Não se tem uma firmeza e continuidade nos seus projetos.

Questionada sobre projetos e ações do mandato de deputada estadual por Mossoró, Larissa Rosado citou apenas um: emenda para UTI's pediátricas. Ao longo de 12 anos como deputada estadual. a candidata "lembrou" só de uma ação concreta. Mas deve ter sido coisa do seu marketing. Afinal, quem deleta o passado não tem como projetar o futuro.

sábado, 22 de setembro de 2012

Campanha de Mossoró não está definida

Qualquer pesquisa que se publique em qualquer campanha, seja ela municipal, estadual ou nacional, existe algum interesse embutido. Ainda mais quando institutos mantém ligações com os interessados: os candidatos. No caso do CIPEC, que tem sede em Recife/PE - terra do governador Eduardo Campos (PSB) e que veio a Mossoró para declarar seu apoio (lógico, e não poderia ser diferente) à candidata Larissa Rosado (PSB), não poderia apresentar outros números: os que garantem a candidata do PSB na frente.

O que o blog quer dizer é que, embora sejam números e que a matemática é uma ciência exata, é preciso analisar as áreas pesquisadas. Uma sondagem eleitoral pode ser facilmente direcionada. Basta que os entrevistados morem em bairros onde determinado candidato se apresente "bem na fita". O resultado não é outro e ele vai estar sempre na frente.

O mesmo poderia acontecer se a candidata Cláudia Regina (DEM) viesse publicando pesquisas. Ela certamente teria seu nome em vantagem.

Portanto, que não se fique dizendo que a campanha está ganha, porque não está. O quadro se mostra mais do que acirrado. Fosse diferente, bastaria Larissa ficar em casa, resguardando sua saúde, já que está grávida e, caso seja eleita, ficará longe da Prefeitura de Mossoró por um período de seis meses. Ela, se for eleita prefeita, tem que dar o exemplo no cumprimento da lei. E a Prefeitura, logicamente, será comandada pelo seu vice-prefeito, o petista Josivan Barbosa de Menezes, que passou a pré-campanha toda afirmando que o grupo de Larissa seria o "atraso de Mossoró". Logo ele, que vai ser o principal beneficiado com tudo isso.

Mas voltando ao tema, não é isso o que se vê. Larissa Rosado intensifica a campanha ainda mais. Portanto, não se tem essa preferência toda. E o mesmo acontece com Cláudia Regina, que também em intensificado suas movimentações.

Isso quer dizer que não existe favoritismo. A campanha será definida nos detalhes. Nos discursos. Entre o que se diz e o que se vê. Aliás, é esse o aspecto que o blog vem  falando sempre: do discurso afinado entre as promessas, os problemas, e o que existe de real na cidade. Nada mais do que isso. Quem apresentar essa sintonia, logicamente que se sairá melhor nas urnas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Por mais espaços na mídia; por um mundo real e um mundo ideal

Depois da assessoria de imprensa da coligação "Frente Popular Mossoró mais Feliz", da candidata Larissa Rosado (PSB), enviar release sobre a adesão do candidato a vereador Carlos Skarlack (PV) ao projeto oposicionista, o próprio Skarlack explica os motivos da sua opção: mais espaços no rádio, TV e jornal. A decisão dos pastores pela candidata da oposição, ao que se vê, não estaria ligada às propostas de campanha e sim por espaços na mídia. Agora, os evangélicos poderão evangelizar em paz na Rede Resistência de Comunicação.

Não que a decisão dos 41 pastores, de acordo com as informações chegadas, não seja passível de críticas. Afinal, eles também são eleitores. Mas não se pode misturar as coisas. Política e religião andam na contramão e se existe a junção delas, é como um desastre automobilístico: um choque violento. Principalmente aos fiéis, que estão acostumados com a palavra de conforto, de Deus. Certamente as palavras serão outras. Ou pedidos: de votos. Da apresentação de um mundo totalmente oposto. Fica igual ao pensamento de Platão, com dois mundos: um real e outro ideal. Aqui, os fiéis decidirão.

O blog não está condenando a decisão. Apenas comentando. Já que os pastores resolveram tornar a adesão política pública, é sinal de que estão abertos a comentários. Positivos ou negativos.

No caso em questão, entende-se que a opção foi por mais espaços na mídia para evangelizar. Ou seja: propagar palavras de paz, harmonia e equilíbrio através da fé. Espera-se que não se tenha outro sentido, que não este.

A história mostra que fé e política caminham juntas, mas em algum lugar da própria história foi preciso a separação delas. São incompatíveis Não que pastores e evangélicos não possam ter opinião. Claro e devem. Agora só não soa bem, não surge bom aos olhos da ética, que tal quadro se constate pelo uso da fé para curar outras doenças, que não a do espírito. Da alma.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

João Dehon recorre ao Tribunal Superior Eleitoral

A assessoria jurídica do candidato a prefeito João Dehon da Silva (PMDB), em Grossos, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o ex-prefeito possa continuar na disputa eleitoral. João Dehon teve registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por ter seu nome incluído na lista de ex-gestores que foram pegos pela Lei da Ficha Limpa.

É que João Dehon não teria prestado contas de recursos recebidos do Governo Federal e, por isso, teria ficado inelegível por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

A amigos, correligionários e eleitores, João Dehon tem afirmado que vencerá a batalha no TSE e que disputará a Prefeitura de Grossos.