segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Confiança traída

Uma frase que lida pelo titular deste espaço em algum canto chamou a atenção. Despertou a curiosidade para tentar compreender a complexa relação entre cidadão e qualquer administrador público, que é eleito, obviamente, sob os auspícios de promessas que serão executadas no decorrer do mandato. Analisando o quadro vivenciado no Rio Grande do Norte e, em especial, na segunda maior cidade potiguar, chega-se à conclusão de que se enquadra perfeitamente no atual cenário. Eis a frase; "a traição começa com a confiança."

Em algum momento o cidadão potiguar se sentiu traído pelo governador Robinson Faria, que prometeu segurança de primeiro mundo. Anunciou, na campanha, o "Ronda Quarteirão". Mas o que se vê é um assalto a cada quarteirão. A cada esquina, um olhar de receio do cidadão. De medo. De pavor. A insegurança tomou conta do RN.

E para o governador recuperar a confiança, o blog entende que ele terá que ralar muito. Foi-se o tempo em que palavras eram capazes de apresentar algum resultado. É hora de ação. Ou melhor: a hora está passando. E com ela, o sentimento de que talvez o Estado tenha feito a escolha errada.

No caso de Mossoró, do mesmo modo. O cidadão está cansado de "levar peia". Se procura uma Unidade Básica de Saúde, falta medicamentos. Se vai desopilar em alguma praça, a marginalidade ronda sem piedade. Se precisa de transporte para se deslocar para outra cidade em busca de suporte médico mais avançado, não tem carro.

Mossoró parece. O cidadão, coitado, enfrenta o pão que o diabo amassou. Está distante, muito longe, de ver aquelas palavras ditas na campanha eleitoral de maio de 2014 serem concretizadas. Entra mês, termina mês e o lengalenga é o mesmo: a Prefeitura de Mossoró está em crise e depende do "bom proveito" ou da "boa execução" de cortes de gasto intermináveis e que não apresentam resultado algum.

É dose para quem depende do serviço público. Para quem espera resposta concreta. E nada surge. A luz no fim do túnel fica cada vez mais distante.

Para o prefeito Silveira Júnior recuperar a confiança do cidadão será complicado. Ele preferiu centralizar as ações em um eixo administrativo que não rendeu bons frutos. Dizem que ele tem tempo para mudar o quadro. Mas o blog acha difícil. Se em pouco mais de dois anos nada foi feito, não será agora que haverá transformação. Coisas do tempo. Do tempo administrativo. Mas, como se diz por aí, quem quer consegue. E se o prefeito agora quer mudar, quer instituir um "novo governo", não custa nada tentar. Mas acreditar, quem há de?