segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A UERN É O ESTADO VIVO

É com espanto e indignação que a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN toma conhecimento da declaração do presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte - TJRN, desembargador Cláudio Santos, durante entrevista ao RNTV 1ª edição desta data (31/10/2016), sugerindo a privatização da UERN. A “proposta”, num improviso gerencial, não tem lastro jurídico, social nem econômico.

A UERN é um órgão estadual, criado por lei, que há mais de 48 anos vem formando pessoas nas mais diversas áreas do conhecimento, com ênfase nos profissionais para a educação básica, tanto na graduação quanto na pós-graduação.

A Universidade implementou diversas medidas para adequação de suas despesas à realidade orçamentária e financeira estadual, dentre as quais a implementação do teto salarial, racionalização de alugueis, descontinuidade de oferta de cursos em Núcleos Avançados de Ensino Superior, revisão de contratos, além de focar na captação de recursos fora do Erário Estadual, tais como convênios com a União e Entidades de Fomento.

Sugerir, por outro lado, que o Estado conceda bolsas de até R$ 1.500,00 para cada aluno, como opção ao enfrentamento do “custo” de R$ 20 milhões por mês, sem mencionar ou conhecer que a UERN conta com mais de 15 mil alunos, é um despropósito financeiro, dado que o montante ultrapassaria R$ 22,5 milhões, muito além do suposto “gasto” com a Instituição.

Nos momentos de crise, como a que ora atravessa o Rio Grande do Norte, os esforços das melhores inteligências do Estado deveriam se unir para formular soluções duradouras e viáveis para o desenvolvimento da região, e não apontar propostas mirabolantes, que apenas mascaram os graves problemas de distribuição dos recursos públicos entre os diversos Poderes e Órgãos do Estado.

PEDRO FERNANDES RIBEIRO NETO
REITOR

ALDO GONDIM FERNANDES
VICE-REITOR


COMUNIDADE ACADÊMICA

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

UBS está fechada por falta de segurança

Populares que procuraram a Unidade Básica de Saúde Ildone Cavalcanti de Freitas, no bairro Barrocas, na manhã desta segunda-feira, 17, se depararam com a unidade fechada.

O senhor Francisco Antônio Filho relatou a reportagem do  DE FATO.COM que esteve na UBS nesta manhã, mas que não foi atendido. Segundo ele, os funcionários disseram que não atenderiam hoje devido a falta de guardas municipais.

“Eu estive lá de manhã e me disseram que não iam atender devido a falta de segurança. Não tem mais guarda municipal lá e por isso eles não vão atender. Eu preciso tomar remédio porque tenho pressão alta e sofro de diabetes”, disse Francisco Antônio.

A reportagem esteve na UBS Ildone Cavalcanti, por volta das 9h30, e constatou a unidade fechada. Outras duas pessoas estiveram no local atrás de atendimento médico, mas tiveram de procurar outra UBS.

Uma delas que procurou o posto de saúde nesta manhã foi Manoel Nezim. Ele informou ao DE FATO.COM que teria de tomar a última vacina contra o tétano. Entretanto, disse que procuraria outra UBS, pois deveria ter tomado o medicamento desde a última sexta-feira, 14.

“Eu estou aqui para tomar a última vacina contra o tétano. Era para eu ter tomado na sexta-feira passada, mas não consegui. Vim hoje aqui e está fechada”.

Leonardo Batista esteve com a esposa grávida também na UBS do bairro Barrocas e teve de procurar outro lugar para solicitar a licença-maternidade de sua companheira. O jovem relatou que esteve na manhã de hoje no local, mas os servidores informaram a ele que não haveria atendimento por falta de segurança.

“Eles (servidores) fecharam os portões por volta de seis e meia. Disseram que não iam atender por falta de segurança. Muitas pessoas saíram daqui (se referindo a UBS) revoltadas. Semana passada minha esposa esteve aqui procurando atendimento, mas não foi atendida”.

A reportagem tentou contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, mas até o fechamento desta matéria não havia retornado as ligações.

Fonte: www.defato.com


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Genivan pede solução para o desabastecimento nas UPAs

Por meio de requerimento, o vereador Genivan Vale (PDT) solicitou da Secretaria Municipal de Saúde informações sobre o porquê do desabastecimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município. O parlamentar também questiona a previsão de quando este problema será solucionado. 

De acordo com informações repassadas por servidores, na UPA do Alto de São Manoel, está faltando medicamentos e material de expediente, como papel higiênico e copo descartável. “Também há relatos de falta de alimentação para os funcionários”, acrescenta o edil. Ele acrescenta que problema semelhante é enfrentado na UPA do Belo Horizonte. 


Genivan Vale cobra sensibilidade da gestão municipal para resolver esta situação o quanto antes. “É preciso oferecer condições para que os profissionais das UPAs possam trabalhar. É inadmissível que trabalhadores tenham que passar por este tipo de dificuldade, onde faltam até copos para beber água”, frisa.

Fonte: Assessoria

Fim melancólico

O prefeito Silveira Júnior (PSD) caminha para um fim melancólico, politicamente falando. Tentou a reeleição, mesmo sabendo que o cenário não lhe era favorável e acabou desistindo. Falsas promessas, palavra perdida... Tudo levou Silveira à derrocada. Nem Santa Luzia escapou da sanha silveirista. Quem não se lembra dos dois lançamentos de pedra fundamental na Serra Mossoró? Tal projeto deixou a Diocese mossoroense em situação delicada... Mas são águas passadas. Urnas abertas, veio a lógica: Rosalba Ciarlini foi eleita prefeita pela quarta vez e vai administrar uma cidade caótica.

Serviços básicos estão quase inexistindo. Bom, isso sem levar em consideração a limpeza, pois o prefeito autorizou aditivo superior a R$ 2 milhões à empresa que cuida do setor. Além disso, fechou contrato superior a R$ 4 milhões à contratação de mão-de-obra terceirizada... E vem a perguntinha: onde está a crise? Será que falta dinheiro apenas para pagar aos servidores? E prestadores de serviços?

Silveira caloteou meio mundo de gente... Deixa um legado de incerteza. E tudo vai acabar caindo sobre Rosalba, já que a dívida é da Prefeitura de Mossoró. Mais dia, menos dia, cobranças judiciais e processos devem começar a aportar pelo Palácio da Resistência. E não apenas isso: a quebra de compromissos vai melar quem acreditou em alguma proposta da gestão que finda. Agências de publicidade, blogs, rádios... Todos vão penar, inclusive juridicamente.

Foi-se o tempo em que se defendia pessoas e projetos políticos à base do palavreado baixo. Os tempos são outros. Isso não vinga mais. Faz parte do passado...

Se Silveira perdeu e Rosalba ganhou, quem mais lucrou foi Tião Couto (PSDB): um desconhecido, politicamente falando, se projeta para o futuro e, se souber fazer bom trabalho, tem tudo para ocupar uma lacuna que existe em Mossoró e região. Já se fala que ele poderá entrar na disputa em 2018. Mas ainda é cedo especular. E se realmente for esse o interesse, tem mesmo que começar desde já. Afinal, uma campanha termina para outra ser iniciada.